| Em 09/10/2024

Seminário marca início de rede de pesquisa do Centro-Oeste

CAPES promoveu o seminário de marco zero de programa de rede de pesquisa do Centro-Oeste (Imagem: Júlia Prado – CGCOM/CAPES)

A CAPES promoveu nesta terça-feira, 8 de outubro, o seminário de marco zero do Programa Rede de Pesquisa e Desenvolvimento da Região Centro-Oeste. Serão investidos até R$ 66 milhões em 16 projetos. Fruto de parceria entre a Coordenação e as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) do Centro-Oeste, a ação tem por objetivo promover o desenvolvimento da parte central do Brasil por meio da interligação de pesquisadores da região, bem como reduzir desigualdades no Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG).

Firmar parcerias entre entes federais e estaduais é importante para investir os recursos nas demandas prioritárias de cada local, segundo observou a presidente da CAPES, Denise Pires de Carvalho. Para a gestora, o Programa “é um projeto pioneiro e modelo para as outras regiões”. Denise ainda ressaltou, em cerimônia realizada na sede da Coordenação, em Brasília, que “não há como preservar o Cerrado, a Floresta Amazônica, nossos biomas em geral, sem ciência, tecnologia e inovação”.

A ação é dividida em três eixos estratégicos: Biodiversidade, Bioeconomia e Biotecnologia. A CAPES investirá até R$ 47 milhões, com a concessão de 336 bolsas de doutorado, pós-doutorado e professor visitante no Brasil e no exterior, além de recursos de custeio. As FAPs entrarão com contrapartidas de, pelo menos, 30% do valor total das bolsas solicitadas, podendo atingir R$ 19 milhões.

Segundo o diretor de Programas e Bolsas no País da CAPES, Luiz Antonio Pessan, a Rede Centro-Oeste “já está servindo de modelo para outras, como a da Região Nordeste, pela forma como foi construída”. O gestor observou que as FAPs das quatro unidades da Federação da região (FAPDF – Distrito Federal, Fapeg – Goiás, Fapemat – Mato Grosso e Fundect – Mato Grosso do Sul) participam. Já o diretor de Relações Internacionais, Rui Oppermann, destacou que a Rede pode servir “para propor novas tecnologias, novos conhecimentos, bem como incentivar a inovação para termos capacidade de desenvolvimento da região”.

Os objetivos do Programa incluem reduzir as desigualdades regionais, criar redes científicas, promover a internacionalização e aumentar a interação entre setores acadêmicos e empresariais. Ao longo de cinco anos, a iniciativa apoiará a formação voltada à pesquisa, ao desenvolvimento socioeconômico e tecnológico, e à inovação sustentáveis.

Também compuseram a mesa de abertura os presidentes do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), Odir Dellagostin, e do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop), Charles Morphy, a vice-presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) Roselma Lucchese e o coordenador do Foprop Centro-Oeste, Claudio Stacheira.

Cada FAP aprovou quatro projetos, conforme descritos a seguir:

  • Distrito Federal

Projeto 1: Explorando novos materiais para o futuro sustentável: infraestrutura multiusuário e formação acadêmica. A coordenação é da Universidade de Brasília (UnB).

Projeto 2: Desenvolvimento de formulações farmacêuticas e alimentares a partir de matérias-primas do Cerrado úteis em doenças crônico-degenerativas relacionadas a inflammaging. A UnB coordena.

Projeto 3: Dengue, Zika e Chikungunya: educação em saúde no ensino básico para enfrentamento das arboviroses no Centro-Oeste. A Universidade do Distrito Federal (UniDF) está à frente dos trabalhos.

Projeto 4: Prospecção e desenvolvimento de biodefensivos e bioinsumos para o controle de insetos-praga e patógenos da cultura da soja na região Centro-Oeste. A Universidade Católica de Brasília (UCB) lidera.

  • Goiás

Projeto 1: Rede de pesquisa em segurança hídrica e sociobiodiversidade para o desenvolvimento sustentável do Cerrado. Os trabalhos são coordenados pela Universidade Estadual de Goiás (UEG).

Projeto 2: O futuro dos fungos de biomas da região Centro-Oeste: sustentabilidade e oportunidades. A Universidade Federal de Goiás (UFG) coordena.

Projeto 3: Rede de pesquisas de espécies nativas do Cerrado e Pantanal, potencialmente fornecedores de biomoléculas e alimentos, visando acelerar e aumentar a eficiência na recuperação de áreas degradadas. O Instituto Federal Goiano (IFGoiano) é a instituição coordenadora.

Projeto 4: Rede de pesquisa e desenvolvimento de recursos naturais para conservação, uso sustentável, bioprospecção e bioprodutos e desenvolvimento de bioprocessos a partir dos biomas Cerrado e Pantanal com impacto farmacêutico, agronômico e alimentar. A coordenação é da Universidade Federal de Jataí (UFJ).

  • Mato Grosso

Projeto 1: Biodiversidade como instrumento de gestão: uma ferramenta integrativa para gestão, ordenamento territorial e prospecção de bioprodutos para agropecuária sustentável no Estado de Mato Grosso. A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) coordena.

Projeto 2: Ações de biotecnologia para o agronegócio visando a sustentabilidade ambiental, econômica e social. A instituição coordenadora é a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

Projeto 3: Rede de pesquisas, inovação e formação de recursos humanos em manejo sustentável e segurança alimentar dos recursos naturais, sistemas agrícolas e pecuários dos biomas Cerrado, Pantanal e Amazônia. Esta é outra iniciativa liderada pela Universidade Federal De Mato Grosso (UFMT).

Projeto 4: Interações entre mudanças climáticas, carbono e biodiversidade: abordagens inovadoras em pesquisa na pós-graduação para mitigação dos impactos ambientais na região Centro-Oeste brasileira. A Unemat coordena.

  • Mato Grosso do Sul

Projeto 1: Sistemas agropecuários de baixo carbono para o Cerrado e Pantanal. A coordenação é da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

Projeto 2: Desenvolvimento de bioinsumos e bioeconomia com foco na pecuária: controle de infecções e protetores da resposta imune para o estímulo ao ganho de massa e melhoria da proteína animal. A Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) coordena.

Projeto 3: Bioeconomia para a biospropecção, produção de bioprodutos e bioinsumos e serviços ecossistêmicos na região Centro-Oeste. Está à frente do projeto a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Projeto 4: BioDiversa Centro-Oeste: rede de pesquisa para o desenvolvimento sustentável do Centro-Oeste. A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) é a instituição coordenadora.

Fonte: CAPES (Por: CGCOM/CAPES, com adaptações)

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