| Em 03/04/2023

Com apoio da Fapesc, bengala eletrônica da Univali é registrada no INPI

Com apoio da Fapesc, bengala eletrônica da Univali é registrada no INPI

Bengala Longa Eletrônica (BLE) emite vibrações e sons ao localizar uma barreira acima da linha da cintura do usuário. (Foto: Daniel Queiroz)

A Fundação Universidade do Vale do Itajaí (Univali) conquistou o certificado de registro de marca da Bengala Longa Eletrônica (BLE), equipamento desenvolvido para beneficiar deficientes visuais. O documento é emitido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) foi uma das financiadoras do projeto inovador.

Os trâmites tiveram o apoio do Núcleo de Inovação Tecnológica da Univali (Uniinova), setor responsável pelos atendimentos e administração dos processos internos em propriedade intelectual. Além do registro de marca, o produto já acumula os registros de patente de modelo de utilidade e de design industrial configuração aplicada, conquistados em anos anteriores.

A entrega oficial do registro aconteceu em fevereiro, no campus Itajaí e reuniu representantes da equipe do Uniinova, da empresa parceira Cerumar Propriedade Intelectual e um dos inventores da Bengala. O registro envolve os professores pesquisadores Alejandro Rafael Garcia Ramirez, Milton José Cinelli e Renato Fonseca Livramento da Silva.

A nova certificação, recém conquistada, garante os direitos da marca BLE à Fundação Univali. O professor Alejandro explica que esse passo é importante, pois protege a autoria e identidade do produto.

“Desta forma dispomos de aparatos legais para prevenir que o nome Bengala Longa Eletrônica seja usado de forma incorreta para identificar produtos com características diferentes, produzidos por outras empresas”, esclarece o inventor, que atua no Mestrado em Computação Aplicada e no Mestrado e Doutorado em Educação da Univali.

O professor Alejandro comemorou o resultado e afirmou que o Uniinova apoiou todo o processo, fez a articulação entre os pesquisadores e o escritório especializado no registro. “Como pesquisador, foi muito importante poder contar com estas orientações”, reconheceu o docente.

A Coordenadora de Inovação, Janaina Lorenzi Tomio, destacou a importância de aproximar o conhecimento, gerado no ambiente acadêmico, da comunidade. “O nosso papel é apoiar e estimular iniciativas que ofereçam respostas às necessidades apresentadas pela sociedade. Somos um celeiro de boas ideias e buscamos oferecer alternativas que viabilizem a sua implementação”, comentou.

Bengala eletrônica desenvolvida na Univali é registrada no INPI

Certificado de registro de marca. (Foto: Divulgação)

Bengala Eletrônica tem usuários pelo Brasil

A Bengala Longa Eletrônica, desenvolvida na Univali, emite vibrações e sons ao localizar uma barreira acima da linha da cintura do usuário. Esse recurso oferece mais segurança, pois conforme a pessoa se aproxima dos obstáculos, a resposta tátil pulsa de forma mais frequente e o som fica mais intenso.

No Brasil, mais de 30 pessoas já fazem uso do item, que é produzido e montado dentro do campus da Univali. O professor Ramirez conta que a Bengala não é comercializada. “Nós conseguimos o recurso para financiá-la, por meio de doação física ou patrocínio, fazemos a montagem e realizamos a entrega ao usuário. É muito gratificante contribuir com a qualidade de vida deles”, relata.

Projeto recebeu incentivos

O item foi desenvolvido na Univali e, ao longo dos anos, contou com recursos viabilizados por editais de pesquisa. Os estudos para elaboração da Bengala começaram em 2002, mas o projeto despontou em 2005, quando foi selecionado na chamada pública MCT/Finep – Ação Transversal – Tecnologias Assistivas.

A contribuição da professora e pesquisadora Marion Hersh, da Universidade de Glasgow, Escócia, também é citada pelo pesquisador. “Em 2018 nós coordenamos em conjunto o workshop Accessible Infrastructures for the Mobility & Education of Blind People, que reuniu 40 pesquisadores e profissionais do Reino Unido e do Brasil, em Florianópolis, com recursos da Fapesc.

Segundo o professor, recentemente o projeto recebeu apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio de uma emenda parlamentar da deputada federal Carmen Zanotto.

O projeto também participou do Sinapse da Inovação, idealizado pela Fundação CERTI e Governo do Estado por meio da Fapesc em parceria com o Sebrae/SC. Em 2010 recebeu apoio do Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil.

Parceiros do projeto 

Associação Catarinense para Integração do Cego (ACIC), a  Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual (LARAMARA), a Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes Visuais de Caxias do Sul (APADEV) e a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) são parceuros do projeto.

 

Fonte: FAPESC (*Com informações da Univali)

 

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