| Em 25/10/2022

FAPESP aumenta limite de financiamento de projetos voltados à inovação

Empresas apoiadas na Fase 2 do PIPE e pelo PIPE Invest podem receber até R$ 1,5 milhão para avançar no desenvolvimento de soluções tecnológicas (imagem: Pixabay)

A FAPESP anunciou uma série de novidades no Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). Uma delas é o aumento de R$ 500 mil no valor-limite de financiamento de projetos aprovados para a Fase 2, de desenvolvimento tecnológico de uma solução inovadora, e do PIPE Invest. Essa nova modalidade do PIPE oferece fundos suplementares para projetos PIPE Fase 2 de comprovado sucesso, quando houver terceira parte interessada, com o objetivo de tornar a inovação de base tecnológica desenvolvida ainda mais robusta e acelerar a comercialização.

Agora, as startups apoiadas nessas duas modalidades do PIPE podem receber até R$ 1,5 milhão (antes, o valor era de R$ 1 milhão) para avançar no desenvolvimento de seus projetos de inovação.

“Também fizemos ajustes no tipo de serviço que pode ser contratado por meio desse recurso”, disse Luiz Eugênio Mello, diretor científico da FAPESP, durante o evento “Diálogo sobre Apoio à Pesquisa para Inovação na Pequena Empresa”, no fim de setembro.

Pelas novas regras, as startups apoiadas pelo PIPE poderão contratar serviços de apoio à comercialização das soluções desenvolvidas com recursos da reserva técnica – a parcela que pode ser usada para custos de infraestrutura direta do projeto.

“O objetivo dessa iniciativa é permitir que a empresa possa caminhar de forma mais ágil para validação tecnológica e chegada ao mercado e aferir lucros mais rapidamente”, explicou Agma Traina, membro da Coordenação Adjunta de Pesquisa para Inovação da FAPESP.

As empresas com projetos vigentes nas fases 1 (de prova de conceito de uma pesquisa inovadora) e 2 do PIPE também poderão utilizar recursos da reserva técnica para custear a presença em ambientes de inovação, como incubadoras. O tempo de apoio poderá ser de até 33 meses.

“Os ambientes de inovação têm que ser espaços que ofereçam serviços específicos para empresas de base tecnológica, como auxílio à propriedade intelectual e para criação de design funcional, e outros serviços associados, como suporte administrativo, jurídico e ligação com outros empreendedores e investidores”, sublinhouPaulo Schor, membro da Coordenação Adjunta de Pesquisa para Inovação da FAPESP.

Modelagem de negócios

Outra mudança nas normas do PIPE é a introdução de ferramentas de modelagem de negócios para avaliação de projetos submetidos às fases 1 e 2 do programa.

Os proponentes de projetos para a Fase 1 do PIPE deverão empregar a ferramenta Lean Canvas para indicar, por exemplo, quais segmentos-alvo de mercado a solução que pretendem desenvolver deve atingir.

“Essa ferramenta, mais simplificada que o Business Model Canvas, é empregada para modelagem de negócios em estágios muito embrionários, que demandam a realização de uma etapa anterior de descoberta e validação do cliente”, disse Anapatricia Morales, membro da Coordenação Adjunta de Pesquisa para Inovação da FAPESP.

Já os proponentes de projetos para a Fase 2 do programa deverão apresentar um planejamento de negócios, demonstrando a estratégia que a empresa adotará para acessar mercados a partir da pesquisa inovadora.

“Não queremos que os proponentes façam o tradicional plano de negócios. Estamos propondo que elaborem um documento intermediário não tão detalhado”, afirmou Morales.

A fim de auxiliar os proponentes de projetos a elaborar seus planos de negócios e de pesquisa, a coordenação do PIPE disponibilizou no site do programa modelos com diversas dicas.

“Criamos uma série de ferramentas com instruções e dicas para que os proponentes possam ter maior apoio para submeter seus projetos”, disse Luciana Hashiba, coordenadora adjunta de Pesquisa para Inovação da FAPESP.

O evento pode ser assistido na íntegra em: www.youtube.com/watch?v=K4bK8tpkLyg.

 

Fonte: Agência FAPESP

 

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