| Em 13/04/2022

Projeto desenvolve plataforma para mapear negócios de impacto socioambiental no Rio de Janeiro

Os negócios de impacto socioambiental podem trazer benefícios diretos à sociedade em áreas estruturantes para o desenvolvimento, como saúde, empregabilidade e educação, gerando renda. (Foto: Juliana Lima/SG)

Empreender para ajudar a transformar, de fato, a realidade da sociedade. Diante da necessidade de se adequar às premissas do desenvolvimento sustentável, o tradicional modelo de negócios, focado apenas no lucro, vem cada vez mais dando lugar a novas formas de empreendedorismo, que podem contribuir para a solução dos desafios sociais e ambientais. Esse é o espírito dos Negócios de Impacto Socioambiental (NIS). “Os NIS são negócios que geram impactos positivos na sociedade intencionalmente, que buscam o lucro para não viver de doações, mas têm a missão principal de oferecer soluções para questões ambientais e sociais”, explicou a economista Inessa Salomão, professora do curso de Engenharia de Produção do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) e doutora em Planejamento Energético pelo Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ).

Ela coordena um projeto que tem o objetivo de desenvolver uma plataforma online que vai oferecer o mapeamento dos Negócios de Impacto Socioambiental no estado do Rio de Janeiro. Trata-se de uma parceria entre o Cefet-RJ (por meio da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Solidários Sustentáveis – ITESS), o Movimento Rio de Impacto  e o Observatório de Inovação Social de Florianópolis. O projeto foi contemplado pela FAPERJ, por meio do edital Apoio ao Empreendedorismo de Impacto Socioambiental Positivo – Entidades de Apoio, um lançamento inédito entre as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) do País, visando fomentar o desenvolvimento de iniciativas e empreendimentos que atuam no enfrentamento de problemas estruturantes do Rio de Janeiro, como nos segmentos ligados à saúde, educação, energia, turismo, empregabilidade, mobilidade urbana, etc.

Inessa Salomão. (Foto: Divulgação)

“Vamos elaborar uma plataforma para conectar os diferentes atores que fazem parte do ecossistema dos Negócios de Impacto Socioambiental do Rio. Identificar essa cartografia social é o primeiro passo para a formulação de políticas públicas adequadas para o setor e para a atração de investimentos”, destacou Inessa. Ela detalhou que a plataforma vai estimular a criação de um hub de conexão dos negócios e das entidades de apoio. “A plataforma online terá um banco de dados em comum para cartografia dos NIS e suas redes. Ela ficará hospedada no website do Rio de Impacto, e deve ficar pronta no segundo semestre. Nela, será possível pesquisar os contatos dos NIS por segmento de atuação, como saúde, educação, resíduos urbanos e outros”, disse.

Inessa ressalta que os investimentos em inovação tecnológica e inovação social são uma alternativa fundamental para gerar retornos diretos à sociedade, oferecendo soluções concretas em tempos de crise. “É necessário apoiar e ampliar a colaboração entre os diferentes stakeholders no ambiente de inovação do estado do Rio de Janeiro, que nos últimos anos tem atraído instituições dinamizadoras e possui um Comitê Estadual para os NIS que visa ao desenvolvimento econômico estadual. Percebemos o crescimento dos Negócios de Impacto Socioambiental a cada edital lançado pelo parceiros do Rio de Impacto, incluindo os editais lançados pela FAPERJ para fomentar a inovação científica, tecnológica e social do estado”, concluiu.

 

Fonte: FAPERJ (por Débora Motta/Ascom Faperj)

 

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