| Em 08/02/2022

FAPERJ anuncia o resultado do Programa de Apoio ao Jovem Pesquisador Fluminense

 

A FAPERJ anunciou no dia 13 de janeiro o resultado do Programa de Apoio ao Jovem Pesquisador Fluminense com Vínculo em ICTs (Instituições de Ciência e Tecnologia) do Estado do Rio de Janeiro (Edital FAPERJ Nº 39/2021) Programa de Apoio ao Jovem Pesquisador Fluminense sem Vínculo em ICTs do Estado do Rio de Janeiro (Edital FAPERJ Nº 40/2021).

Foram selecionados 101 projetos, que representarão um investimento total de cerca de R$ 40 milhões na pesquisa fluminense.

No Edital nº 39/2021, voltado para os pesquisadores com vínculo, foram contemplados 51 jovens pesquisadores, em todas as áreas do conhecimento, com destaque para Ciências Biológicas e Ciências Exatas e da Terra, com 17 contemplados cada. A UFRJ é a instituição que conta com o maior número de contemplados, 20, seguida pela UFF (9), Fiocruz, PUC-Rio e Uerj, com 4 projetos aprovados em cada. Já o Edital nº 40/2021, destinado ao apoio a pesquisadores sem vínculo, contemplou 50 projetos em todas as áreas do conhecimento, com destaque para as Ciências Biológicas, com 25 contemplados, vindo em seguida as Ciências Exatas e da Terra (12), e as Engenharias (7). Entre as instituições que receberão esses pesquisadores, em primeiro lugar está a UFRJ, com 19 projetos, seguida da UFF (6) e da Uerj (6), entre outras universidades. Além do auxílio, os pesquisadores do Edital JFP sem vínculo receberão uma bolsa de R$ 8 mil.

Com o aporte de recursos da ordem de R$ 40 milhões, esses programas se somam a outros incentivos mantidos pela FAPERJ, como o Edital Jovem Cientista do Nosso Estado, que proporciona a pesquisadores com até 10 anos de conclusão de doutorado, contratados por instituições estaduais, uma taxa de bancada mensal de R$ 2,4 mil, programa que atualmente apoia 485 pesquisadores, além dos Programas Nota 10, que apoiam mestrandos, doutores e po?s-doutores com bolsas de valores diferenciados.

Os programas, inéditos, foram criados e lançados pela Fundação em 23 setembro de 2021, a fim de apoiar pesquisadores recém-contratados e atrair novos pesquisadores para as instituições estaduais, de forma a impedir a “fuga de cérebros” – uma tendência observada em doutores e pós-doutores formados em nossas instituições que buscam a continuação de suas pesquisas em centros fora do estado ou no exterior.

Segundo o presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva, o fenômeno, de perda de pesquisadores altamente qualificados decorrente da crise econômica que se instalou a partir de 2015, só pode ser enfrentado com o investimento continuado e estratégico em ciência e tecnologia, em especial entre os jovens pesquisadores formados nas melhores instituições, dentro de grupos de pesquisa de excelência.

Para o dirigente, além de impedir a fuga dos melhores pesquisadores, os editais também buscaram atrair para as instituições jovens talentosos formados em outros centros de pesquisa, fortalecendo o intercâmbio de conhecimentos e técnicas inerentes à pesquisa de qualidade.

“Apostar em pesquisadores em início de carreira é garantir que no futuro o estado e o País tenham condições efetivas de enfrentamento dos seus maiores desafios, pois os jovens cientistas trazem a criatividade e a inovação como suas maiores contribuições científicas. Se, atualmente, o jovem pesquisador enfrenta decisões difíceis para construir sua carreira em face à ameaça de falta de apoio financeiro, de oportunidades, além das incertezas e dos baixos salários em ICTs e em empresas, é necessário que o Estado invista na manutenção dos nossos talentos nos locais em que eles podem fazer a diferença para a sociedade fluminense e brasileira”, diz Lima.

Para ele, não se pode permitir que todo os investimentos feito pelo estado do Rio de Janeiro e pelo Governo Federal na formação e qualificação dos jovens pesquisadores se veja comprometido pela fuga de cérebros. “O ambiente de pesquisa saudável é o terreno fértil para o desenvolvimento dos jovens cientistas e o desenvolvimento da sociedade humana depende do progresso contínuo da ciência e da tecnologia. Portanto, os jovens cientistas estão no cerne dessa equação de uma nova economia voltada para o conhecimento. Eles trazem vigor, ideias e a continuidade do crescimento científico e tecnológico, com inovações decisivas para o crescimento econômico e social. Criar condições mais favoráveis para a fixação dos jovens pesquisadores que já foram absorvidos pelas ICTs e, aqueles que ainda estão fora do sistema, é uma missão de estado das agências de fomento, para que haja progresso científico e tecnológico do País”, afirmou Lima.

O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro, Dr. Serginho, destacou que é imprescindível e obrigação do Estado criar mais oportunidades de financiamento, programas específicos e redes colaborativas para apoiar a independência dos jovens pesquisadores e cumprir as suas ambições científicas. “Essas ações requerem um investimento substancial de recursos, tempo e esforço. Dessa forma, os objetivos explícitos desses dois editais são apoiar 95 jovens pesquisadores – 51 com vínculos e 50 sem vínculo. Mas, em realidade, eles vão mais além, pois incorporam uma força de trabalho vital nas Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) do Estado para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e da inovação. Estamos investindo nos dois editais recursos da ordem de R$ 40 milhões”, completou o secretário.

Confira o resultado dos editais nos links abaixo:

 

 

Fonte: FAPERJ (por Assessoria de Comunicação da Faperj)

 

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