| Em 04/08/2021

Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer (IEC), do Rio de Janeiro, consolida metodologia de diagnóstico de tumores por biópsia líquida

A partir da esq.: Paulo Niemeyer Filho, Dr. Serginho, Eliete Bouskela, Vivaldo Moura Neto e Jerson Lima Silva durante visita às instalações do IEC (Foto: Luiz Otávio Jr./Secti)

Na fronteira do conhecimento, um grupo de pesquisadores do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer (IEC) vem avançando no estudo de uma  metodologia para diagnosticar tumores por meio da biópsia líquida, tecnologia não invasiva e, por isso, com risco mínimo, que só demanda o exame de sangue do paciente. Os resultados foram apresentados nesta segunda-feira, 26 de julho, pela equipe liderada pelo diretor de Pesquisa do IEC Vivaldo Moura Neto, durante visita às dependências do IEC realizada pelo secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Dr. Serginho, pelo presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva, e pela diretora Científica da Fundação, Eliete Bouskela. A comitiva foi recebida pelo diretor médico do Instituto, o neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, uma das maiores referências brasileiras nessa especialidade médica.

As pesquisas desenvolvidas por Moura Neto foram contempladas pela FAPERJ, por meio dos editais Apoio a Instituições de Ensino e Pesquisa Sediadas no RJ (que permitiu o desenvolvimento da plataforma de diagnóstico tumoral por meio da biópsia líquida) e Redes de Pesquisa em Saúde do Estado do Rio de Janeiro, além do programa Cientista do Nosso Estado. O estudo também contou com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Como desdobramento da pesquisa, a equipe publicou recentemente um artigo na revista científica internacional Pituitary Journal (confira a íntegra do artigo aqui).

O secretário destacou os impactos positivos da pesquisa para a Ciência fluminense. “Esse é um trabalho que realmente impressiona, que nos faz observar ainda mais a importância de investimentos em pesquisa que gerem benefícios para a população, deixando um legado para as futuras gerações. Ficamos muito felizes com o que vimos hoje e seguiremos investindo cada vez mais para o desenvolvimento científico do nosso estado”, disse Dr. Serginho.

“Vemos no Instituto Estadual do Cérebro a abnegação dos médicos e pesquisadores, como o Dr. Paulo Niemeyer Filho e o Dr. Vivaldo, e a presença de equipamentos nessa área da Medicina que só existem aqui na rede SUS do estado. A partir daí destaco a importância da FAPERJ, que vem dando suporte à realização de trabalhos científicos como esse”, acrescentou.

Na apresentação dos resultados da pesquisa no Laboratório de Biomedicina do Cérebro do IEC, Moura Neto (à frente) destacou os benefícios do diagnóstico tumoral por meio da biópsia líquida (Foto: Luiz Otávio Jr./Secti)

Durante a visita, Vivaldo Moura Neto ressaltou os benefícios da metodologia por biópsia líquida, que permite o diagnóstico do câncer apenas por meio da análise do sangue. Normalmente, o diagnóstico do câncer é feito por meio de uma radiologia ou por meio da biópsia do tecido, procedimento invasivo, para análise patológica. “A biópsia líquida permite identificar no sangue a passagem dos DNAs mutantes indicativos do câncer. O IEC é o único local no estado do Rio de Janeiro que utiliza essa metodologia”, disse Moura Neto, líder do Laboratório de Biomedicina do Cérebro do instituto. “A biópsia líquida permite acompanhar o paciente para checar de forma mais prática o quanto ele está progredindo com a doença e se está limpo das moléculas ruins. Aqui no IEC trabalhamos especialmente com o cérebro, mas essa biópsia pode ser feita para detecção de tumores em outras partes do corpo também”, completou.

O neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho ressaltou a inovação no tratamento em Saúde que o diagnóstico de tumores por biópsia líquida vai representar. “A biópsia líquida é um procedimento novo que está em uma fase final de pesquisa, entrando na fase clínica. Ela dá a possibilidade de fazer o diagnóstico de um tumor por meio de um exame de rotina. Isso vai facilitar o diagnóstico dos tumores cerebrais e depois o acompanhamento do paciente, pois com apenas um exame de sangue poderemos saber se o tumor está eliminado. É uma metodologia que vem se mostrando cada vez mais precisa nas pesquisas que estamos fazendo. No futuro, vamos chegar ao ponto em que o diagnóstico de tumores será feito em laboratórios de check-up”, explicou.  Ele citou ainda o apoio da Fundação para as pesquisas e equipamentos do IEC. “Essa visita é marcante. Toda a pesquisa aqui é feita com apoio da FAPERJ e Dr. Vivaldo tem conseguido resultados muito expressivos, de alcance internacional. Tenho esperança de que possamos ampliar essa parceria com o Instituto do Cérebro.”

Sobre o IEC

Inaugurado em 2013, O IEC é referência internacional em neurocirurgia de alta complexidade e também uma importante instituição de ensino e pesquisa. O Instituto, que atende exclusivamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), é o primeiro centro voltado para o tratamento de doenças neurocirúrgicas do País.

Leia mais: www.faperj.br/?id=4246.2.5.

 

Fonte: FAPERJ (Por Débora Motta/Assessoria de Comunicação da Faperj, com adaptações)

 

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