| Em 04/07/2019

Fapesq apoia projeto em parceria com instituições da Alemanha para desenvolver plástico reciclável

A Fundação de Apoio à Pesquisa na Paraíba (Fapesq-PB) apoia um projeto de desenvolvimento de componentes recicláveis para a indústria automobilística, junto com a Alemanha, utilizando óleos vegetais e a fibra do sisal. As esquipes de pesquisadores da Paraíba e da Alemanha executaram, nessa semana, o planejamento das ações de pesquisa em ambos os países.

O presidente da Fapesq, Roberto Germano, afirma que “essa é uma pesquisa inédita no mundo realizada em parceria entre instituições na Paraíba e na Alemanha”.

O projeto é o desdobramento de uma descoberta dos pesquisadores na Paraíba em cima da criação de um plástico biodegradável. Eles substituíram produtos de bases petrolíferas na composição do plástico por produtos naturais: o óleo da soja ou da linhaça e a mistura com o sisal para dar maior consistência ao novo material, mantendo as mesmas propriedades exigidas na utilização comercial, com a diferença de não atacar a natureza, como os plásticos atuais.

Sua realização é viabilizada na Paraíba pela Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia (SEECT) por meio da Fapesq,por parte do Instituto Fraunhofer (IFAM), com sede em Bremen, na Alemanha. E conta com a participação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), além de parceiros institucionais como a Fapesq, o INVENT GmbH, nova-Institut GmbH, Rabe design & engineering GmbH e a parceira comercial no Brasil, Sisal Gomes.

A coordenadora dos trabalhos na Paraíba, Renate Wellen (UFPB), explica que o produto a será desenvolvido através pesquisa “BestBioPLA – Fully Bio-based PLA Composites Featuring Long Term Stability”. O uso será na fabricação de peças do forro do teto e das portas de automóveis: “A indústria automobilística no Brasil e na Alemanha apostam nesse novo material por causa do apelo sustentável. Estamos trabalhando para conseguirmos que o produto tenha uma vida útil entre 20 e 30 anos, que é o período previsto de uso de um veículo. E será tão resistente quanto o plástico atual, que usa o petróleo na composição”, explica Wellen.

Essas bases petrolíferas, entre outras substâncias, são o que tornam o plástico comum perene na natureza e não reciclável. Por outro lado, o novo plástico biodegradável poderá ser usado na fabricação de outros produtos. “Vamos estudar também como o produto vai se comportar na biodegradação – a fotodegradação e a biodegradação. Luz calor e umidade são as condições ambientais que afetam na degradação”, conclui a pesquisadora.

Fonte: Comunicação Fapesq.

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