
Ana Baptista Menezes foi agraciada como destaque na área da saúde com o Prêmio Pesquisador Gaúcho em 2013, e Cesar Gomes Victora com a Medalha Sylvio Torres em 2017 – distinção concedida pela Fapergs a pesquisadores com trajetória extraordinária.
Dos doze pesquisadores brasileiros que estão entre os cientistas mais influentes do mundo, em suas respectivas áreas, dois são epidemiologistas da Universidade federal de Pelotas – UFPel.
O Ranking da Highly Cited Researchers identifica cientistas que têm maior impacto na comunidade de pesquisa internacional. Os epidemiologistas Ana Baptista Menezes e Cesar Gomes Victora estão entre os pesquisadores mais citados na literatura científica mundial, segundo o ranking Highly Cited Researchers, divulgado no final de novembro pela consultoria Clarivate Analytics.
Ana Menezes é professora titular aposentada na área da Pneumologia e Clínica Médica e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia na mesma universidade. É coordenadora de projetos nacionais e internacionais em pneumologia e saúde pública, especialmente ligados à prevalência de tabagismo, câncer e de doenças pulmonares.
A epidemiologista teve contribuição decisiva para o estabelecimento de políticas públicas de prevenção do tabagismo. Com base em resultados de suas pesquisas populacionais, trabalhou para a consolidação da Lei Antifumo (Lei 5.757) em Pelotas (RS), em vigor desde 2010. À época, a cidade foi pioneira na adoção de lei antitabagista no Rio Grande do Sul.
O epidemiologista Cesar Victora é um dos líderes mundiais em saúde infantil e um dos mais proeminentes pensadores nos campos da saúde e nutrição materno-infantil, avaliação de programas de saúde e equidade em saúde. Professor emérito da Universidade Federal de Pelotas tem posições honorárias nas Universidades de Harvard, Oxford e Johns Hopkins.
As pesquisas de Victora definiram políticas públicas de saúde e nutrição materno-infantil. Na década de 80, o pesquisador conduziu o primeiro estudo a demonstrar a importância do aleitamento materno exclusivo para prevenir a mortalidade infantil. As descobertas levaram a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o UNICEF a estabelecer a política que recomenda mães a amamentarem seus bebês exclusivamente nos primeiros seis meses de vida, sem oferta adicional de chás, água ou sucos.
Fonte: Comunicação Fapergs.