| Em 18/02/2019

Investimentos em pesquisas promovem rede científica e legado aos setores produtivos de Rondônia

A cadeia científica do Estado de Rondônia é promovida por meio de investimentos em pesquisas na Piscicultura e no Agronegócio. O Conselho de Desenvolvimento (Conder) disponibilizou mais de R$ 3 milhões por meio do Fundo de Investimento e Desenvolvimento Industrial (Fider), mediados pela Superintendência Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedi), e fomentados através de editais pela Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas Tecnológicas e à Pesquisa (Fapero).

O Conselho contribui na construção e qualificação da produção do Estado de forma econômica. A perspectiva de legado, com ações de pesquisa e desenvolvimento nesses setores, consolida uma base para maiores investimentos e interesse de investidores. As pesquisas podem gerar produtos como um relatório técnico ou boletim, ou uma patente, definidos pelos pesquisadores.

Editais
Para as Ciências Agrárias, os pesquisadores podem submeter projetos voltados à agronomia, recursos florestais e engenharia florestal, engenharia agrícola, zootecnia, medicina veterinária, ciência e tecnologia de alimentos, engenharia de alimentos, dentre outros, onde até cinco pesquisas de inovação tecnológica serão selecionadas para o investimento e desenvolvimento do Agronegócio em Rondônia. “A pesquisa básica é o início do conhecimento, que estrutura e propõe a aplicabilidade de produtos em busca de resultados, que é a pesquisa de inovação”, explicou o bioquímico Andreimar Soares. No regimento do Fider, há investimentos voltados a esse setor produtivo. R$ 600 mil estão sendo viabilizados pela Fapero, e o recurso deve contribuir com custeio, capital e bolsas de capacitação, vigente por 12 meses.

Por sua demanda de produção, a Piscicultura é um arranjo produtivo local do ponto de vista econômico para Rondônia. O tanque escavado é um dos principais difusores de pequenos produtores no Estado e um dos pilares para o desenvolvimento das propostas de pesquisas nesta chamada pública. O edital contempla o recurso de R$ 2.593 milhões da fonte do Fider, com destinação de valores conforme a linha de pesquisa, já repassadas pelo Conder, nesse caso com nove faixas na área, sendo:  Georreferenciamento da sanidade piscícola e da fauna parasitária no Estado de Rondônia, Bioprospecção de produtos naturais com potencial antiparasitário para controle da sanidade do peixe, Desenvolvimento tecnológico para nutrição e aplicação de aditivos de controle sanitário do pescado por meio da alimentação, Análises físico-químicas do pescado para avaliação do impacto das parasitemias na conversão alimentar e na sanidade do peixe, Avaliação do potencial genotóxico de produtos utilizados no controle da sanidade do peixe e caracterização histopatológica e hematológica da sanidade de peixes de importância econômica, Desenvolvimento de sistema para experimentação in vivo em estudos de produção de peixes em cativeiro, Estudos sobre a influência da qualidade da água na sanidade do peixe e no meio ambiente, Desenvolvimento de métodos de manejo para controle sanitário da piscicultura praticada em tanque escavado, e Estudo de caracterização da microbiota presente nos tanques e no pescado e seus impactos no desenvolvimento do peixe.

Processo Seletivo
A Fapero viabiliza a utilização dos recursos, busca os pesquisadores, que devem possuir doutorado com competência científica e tecnológica para responder e tentar resolver os questionamentos levantados pelo Conder em cada linha de pesquisa, e é responsável pelo processo seletivo que inclui quatro etapas nos moldes do sistema de análise utilizado pelo Governo Federal, com isenção de conflitos de interesse e total transparência.

A primeira fase é o enquadramento que analisa a documentação solicitada no edital. A segunda, será de análise pela meritocracia, por pesquisadores doutores de ciências agrárias de outros estados, sem conflito de interesses e com sigilo de identidade, conforme o edital, que busca reconhecer alguns critérios, como clareza da proposta, formação acadêmica, critérios gerenciais e financeiros, dentre outros. A terceira etapa será de análise por comitê interno, com a participação de pesquisadores do Estado e de outras localidades, sem conflitos de interesse e sem participação interna, reavaliando as propostas e os relatórios da segunda fase, para homologar as propostas participantes. E, então, a última etapa com a entrega de documentos e apresentação da instituição executora, que é corresponsável pela pesquisa.

Fonte: Secom – Governo de Rondônia (texto: Gaia Bentes).

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