
A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) realizou, no último dia 26, a XVIII reunião do Grupo Interinstitucional de Estudos e Análise Conjuntural (Geac), no auditório do Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindilojas). Na ocasião, foram apresentados os dados do Boletim do Comércio Varejista & Serviços do Estado do Pará referente ao 1° semestre do ano de 2017, além do Índice de Preço ao Consumidor (IPC) e os informes conjunturais da Fundação, ambos do mês de agosto. Também foram apresentados as pesquisas conjunturais da CNC/FECOMÉRCIO e o Índice de Atividade Econômica Regional Pará do Banco Central.
De acordo com dados do Boletim, se comparado ao mesmo período de 2016, o comércio varejista de Belém apresentou recuo de 5,2% no volume de vendas. Comparado aos semestres de 2015 e 2016 a queda foi menor já que nesse período foi registrado recuo de 11%. No plano nacional, o desempenho negativo no semestre do setor varejista esteve presente em 16 das 27 unidades federativas, resultado que ratifica o caráter recessivo nas vendas transacionadas ao longo do presente ano em todo o país, implicando em recuo nas vendas nacionais da ordem de -0,1% no acumulado de janeiro a junho de 2017.
Apesar desse resultado negativo é possível observar que a partir do mês de maio de 2017 houve um crescimento das vendas, resultado de diversos fatores como, a redução da taxa de juros Selic que serve como base para as demais taxas, redução da taxa de juros ao consumidor, liberação do FGTS, entre outros.
Para o presidente da Fapespa, Eduardo Costa, “o consumidor está cauteloso em fazer novas compras, diante da incerteza politica do país, diante da própria crise”, afirmou.
Quem compartilha da mesma opinião é a assessora econômica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Pará (Fecomércio-Pa), Lúcia Cristina. “O setor empresarial entende que apesar desse crescimento o consumidor ainda se encontra cauteloso em fazer novas dividas. Ele, neste momento, esta se planejando e se adequando melhor antes de ir às compras. Diante da incerteza politica do País que acaba abalando e diante da própria crise que apesar da redução da taxa de juros, ainda sim continua com um custo elevado”, finalizou.
Fonte: Comunicação Fapespa.