| Em 25/08/2017

Parceria entre Fapero e governo federal incentiva soluções científicas e tecnológicas para SUS em Rondônia

Foto: Daiane Mendonça.

Em Rondônia, 22 projetos estão em execução por meio do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS) do Ministério da Saúde (MS) e com contrapartida do governo de Rondônia por meio da Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa (Fapero).

Os estudos devem ser finalizados em 2018 e trazer soluções para os problemas de saúde pública. “Nós temos pesquisas de alto nível aqui, principalmente em biotecnologia”, afirma o presidente da Fapero, Francisco Elder de Oliveira. Os projetos fazem parte da segunda chamada do programa que o Estado participa e recebem o investimento de R$ 1 milhão.

“É um programa de pesquisa descentralizado que considera os problemas de cada localidade. Desta forma Rondônia pode dizer quais os temas que interessam para suas pesquisas”, destaca.

Para o presidente, o fomento a estas pesquisas é um grande avanço para Rondônia. “Este programa também vem fortalecer os nossos grupos de pesquisas em saúde, investir nas instituições que estão no Estado e isso é um marco muito importante para o desenvolvimento da ciência e da melhoria da saúde no nosso Estado”, considera o presidente.

Em âmbito nacional, o programa é executado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) do MS e é voltado para pesquisadores mestres e doutores com vínculo empregatício ou funcional em instituição científica ou tecnológica situada no estado de Rondônia.

Projeção Nacional
Nesta segunda chamada houve uma evolução na participação de Rondônia no PPS. Na primeira chamada o Estado recebeu investimento de R$ 800 mil em 14 projetos que tiveram início em 2014 e foram concluídos em 2016.

Projetos que agora podem levar Rondônia a projeção nacional através do Prêmio Nacional de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação que este ano incluiu a categoria SUS. A cerimônia de premiação está programada para 30 de dezembro.

“Dos 15 projetos finalizados, a comissão criada pela Fapero escolheu oito projetos que serão encaminhados a Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau) que selecionará três deles e encaminhará para o Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do Ministério da Saúde para concorrer a nível nacional”, explica o presidente.

São projetos que contemplam diversas áreas de promoção da saúde e soluções para doenças como malária, leishmaniose; infecções respiratórias e até o uso de toxina animal para potencializar o efeito de medicamentos.

“Era um sonho do pesquisador rondoniense que não tinha essa oportunidade até antes deste governo. Rondônia vem de uma trajetória com poucas ações em pesquisas e com consolidação da Fapero o Estado vem firmar esse sistema de ciência e tecnologia de fomento a pesquisa, a ciência, a tecnologia e a inovação”, avalia.

Segundo o presidente, a partir da atuação estratégica da Fapero houve um aumento de quase 600% no número de grupos de pesquisas no Estado. “Hoje nós temos vários doutores e mestres se formando com bolsa da Fapero, estudantes sendo incentivados a ingressar na faculdade com bolsa da Fapero e temos projetos das mais diversas áreas apoiados pela Fapero”, aponta.

O presidente conta que a Fapero estava prevista desde a criação do Estado, mas só há cinco anos tem tido uma atuação efetiva. “O governo de Rondônia juntamente com o governo federal investiram na ciência e na pesquisa em Rondônia cerca de R$ 35 milhões e a nossa intenção é que feche 2017 com quase R$ 40 milhões em investimento, fato este que nunca aconteceu antes e isto também é um reflexo da visão do governador Confúcio Moura que foi o primeiro a entender que a ciência é importante para o Estado e não há progresso sem ciência e sem pesquisa”, considera o presidente.

Fonte: Secom – Governo de Rondônia (texto: Vanessa Moura).

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