Tecnologias estratégicas nas áreas de defesa, nuclear, aeronáutica e espaço, coordenadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), foram discutidas na última quinta-feira (11), em Brasília, durante seminário com a participação de gestores do MCTIC e representantes da Aeronáutica, Marinha do Brasil e Exército. No evento, foram discutidas as capacidades do país e os desafios para o futuro.
“Quando falamos em defesa, claro que temos que pensar a tecnologia, a ciência e a inovação com quem entende de defesa. Aliás, essa é uma característica do nosso ministério, porque ele nunca que é terminal, nunca chega diretamente ao extremo da sociedade, pois a pasta sempre age em parceria com outros ministérios, seja quando se preocupa com agricultura de precisão, saúde, indústria. Nas diversas ações que temos com o Ministério da Defesa, espero que sejamos capazes de ampliar, fortalecer e cuidar de todos os desdobramentos que essa parceria tem”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Alvaro Prata.
Durante palestra, o subchefe de governança do portfólio do Escritório de Projetos do Exército, Coronel Barros de Oliveira, destacou programas que vão além da segurança, soberania e defesa nacional, que ações em conjunto com o MCTIC tornam viáveis, como é o caso do Programa Amazônia Conectada. “Essa atuação, esse intercâmbio que existe contribui para atender a demanda não só dos nossos pelotões especiais de fronteira, por exemplo, mas também a toda a comunidade ribeirinha e indígena, que passa a ficar conectada.
Outra área citada foi a atuação do MCTIC em conjunto com o Ministério da Defesa na segurança cibernética. “Na medida em que o Exército é responsável pela condução da defesa cibernética no âmbito do Ministério da Defesa, nós buscamos essas parcerias com o MCTIC para que a gente possa caminhar pari passu. A Amazônia tem todas as características que dificultam essa integração. E essa parceria com o MCTIC para nós é fundamental”, disse.
Transversalidade
Para o capitão de fragata Luiz Rodrigues, da Diretoria de Gestão de Programas da Marinha do Brasil, a grande característica do MCTIC é a sua transversalidade. “A articulação do ministério e a Marinha em termos de buscar novas tecnologias é extremamente importante. A pasta nos auxilia até mesmo a encontrar parceiros e institutos que possam participar das nossas transferências de tecnologia”, ressaltou.
Para o coordenador-geral de Desenvolvimento e Inovação em Tecnologias Estratégicas do MCTIC, Madison Almeida, quando se fala em “defesa” e “nuclear”, é comum as pessoas acharem que as aplicações da ciência e tecnologia têm viés bélico. Ele ressaltou que é importante desmistificar esse pensamento.
“Precisamos divulgar cada vez mais os usos da energia nuclear. A sociedade precisa ter essa clareza da variedade da aplicação da energia nuclear. O Brasil assinou tratados de não proliferação de armas. O país não conduz pesquisa nuclear para fins bélicos, apenas fins pacíficos. E as aplicações são as mais variadas: saúde, agricultura, pesquisas, entre outras”, esclareceu.
Fonte: MCTIC.