| Em 31/07/2017

Rondônia vence barreiras consolidando programas de ciência, pesquisa, tecnologia e inovação

Elder Oliveira com o diretor de Tecnologia e Inovação da Fapero, Leandro Dill. Foto: Daiane Mendonça.

Criada pela Lei nº 2.528, de 25 de julho de 2011, a Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) comemora os seis anos com a consolidação dos programas voltados ao desenvolvimento da ciência, pesquisa, tecnologia e inovação. Um compromisso assumido pelo governador Confúcio Moura que começou a ser discutido ainda em 2011, nos primeiros meses de sua primeira gestão, quando se reuniu com pesquisadores de várias instituições do Estado. O objetivo era colocar Rondônia no centro da produção científica nacional e internacional, fato que já foi concretizado, conforme o presidente da Fapero, Elder Oliveira, considerando o aumento do número de inscritos a cada programa lançado.

Elder Oliveira explicou que são muitas as dificuldades, a começar pelo recebimento de investimentos federais, mas com a determinação do governador a implantação da Fapero tornou-se possível para a utilização da ciência e tecnologia na solução de problemas econômicos e sociais que afetam o desenvolvimento sustentável da economia rondoniense, que tem como principais atividades a agricultura, a pecuária, a indústria alimentícia e o extrativismo vegetal e mineral.

“Trabalhamos com dois eixos: formação em alto nível superior [mestrado,doutorado e pós-doutorado], fomentando também a educação básica; e a tecnologia, identificando os potenciais e problemas da piscicultura e pecuária, por exemplo, e de todo o sistema produtivo de base, em que Rondônia se destaca com a agricultura familiar”, disse.

De acordo com o presidente da Fapero, nesses seis anos foram lançados 15 programas científicos e tecnológicos que estão em execução e finalização, e outros cinco serão lançados até o fim do ano, quando o investimento somará quase R$ 40 milhões. Ele citou como exemplo de programa em execução, o Pró-Rondônia, que visa o fortalecimento da pesquisa e ciência com bolsas e financiamento do trabalho em campo. “Há outros 12 programas a ser lançados até o fim do primeiro semestre de 2018), adiantou Elder Oliveira.

Os programas são voltados aos acadêmicos de instituições públicas, cuja seleção se dá com chamada pública de ampla concorrência, em que o candidato apresenta projetos para análise de uma consultora, que julga o mérito, e em seguida a Fapero submete a uma comissão formada por especialistas, que avaliam a importância, a viabilidade, impactos, entre outros aspectos.

Entre os programas previstos para ser lançado neste ano está o de apoio à pesquisa e inovação tecnológica da sanidade animal do peixe, um investimento de R$ 2,5 milhões para 50 bolsistas, a ser desenvolvido numa parceria com a Universidade Federal de Rondônia (Unir).

Além da Unir, a Fapero conta com a parceria do Instituto Federal de Educação (Ifro), Fundação Getúlio Vargas, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Núcleo de Contratações de Tecnologia da Informação (NCTI), Ministério da Educação (MEC), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Secretarias de Estado, Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), entre outras instituições.

Fonte: Secom – Governo de Rondônia (texto: Veronilda Lima).

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