Pesquisadores e especialistas do Brasil e do exterior estão reunidos em Brasília até sexta-feira (5) para troca de experiências sobre a preservação digital de informações científicas. A ideia é estimular o intercâmbio entre os usuários dos sistemas voltados à comunicação e à divulgação científica, tecnológica, administrativa e governamental. O evento visa ainda difundir o uso de tecnologias e de novos serviços oferecidos pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), fomentando a preservação digital na comunidade acadêmica e no governo.
“Preservar vai além do armazenamento. É ter determinado documento em diversos ‘storages'[dispositivos projetados especificamente para armazenamento de dados] ao redor do mundo em que você saberá que, mesmo acontecendo uma catástrofe onde se encontra uma das cópias, as outras estarão preservadas. Junto disso vem uma série de procedimentos técnicos que garantem a preservação digital”, explicou a diretora do Ibict, Cecília Leite.
Ela foi homenageada por seu trabalho e dedicação à frente da preservação das informações e do conhecimento no país. O Ibict, uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), é referência internacional no tema. Somente o Oasis.br, um dos portais do Ibict voltado para publicações científicas em acesso aberto, reúne 2 milhões de documentos para acesso gratuito.
“O Ibict mais uma vez é vanguardista e lidera essa questão informacional no que diz respeito à preservação. Somos reconhecidamente um instituto de pesquisa e informação em ciência e tecnologia que lidera, não só no país, mas na América Latina e no mundo várias ações. Somos reconhecidos na academia e no setor produtivo. A preservação toca a todos: governo, empresas e as pessoas. Todos precisam preservar seus documentos. É uma demanda da sociedade”, disse.
Para o coordenador-geral de Unidades de Pesquisa e Organizações Sociais do MCTIC, Luiz Henrique Borda, as informações e o conhecimento devem ser catalogados continuamente e organizados para acesso rápido e fácil da comunidade.
“O Ibict tem por vocação exatamente a preservação do conhecimento. É responsável por catalogar e armazenar esse conhecimento para que o cidadão brasileiro possa se utilizar dele. Vivemos a era do conhecimento e temos que acessá-lo como numa biblioteca, onde podemos encontrar as coisas catalogadas facilmente e com rapidez, de uma maneira que seja possível utilizar as informações em longo prazo. Nesse sentido, o MCTIC, por intermédio do Ibict, está possibilitando o acesso rápido e a preservação das informações no país”, afirmou.
O seminário é realizado no auditório da Presidência da República.
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Fonte: MCTIC.