| Em 31/03/2017

Universidades ganham mais espaço entre unidades Embrapii, destaca ministro

[cml_media_alt id='13303']Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros, de São Leopoldo (RS), é credenciado Unidade Embrapii.[/cml_media_alt]

Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros, de São Leopoldo (RS), é credenciado Unidade Embrapii. Foto: Ascom/MCTI.

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) divulgou nesta sexta-feira (31) o credenciamento de mais sete unidades, selecionadas entre instituições de pesquisa científica e tecnológica para o desenvolvimento de projetos de inovação em parceria com empresas. Diante da lista, resultado da chamada pública lançada em setembro de 2016, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, destacou a maior presença de laboratórios de universidades.

“Entre essas sete novatas, uma novidade é a reação das universidades”, ressalta Kassab, em alusão ao fato de grande parte das 28 unidades atuais serem institutos públicos ou privados sem fins lucrativos. “As universidades estão se preparando para executar projetos de inovação ao lado de empresas. Se quiserem atuar com a Embrapii, elas precisam de foco bem específico. Isso nem sempre é comum dentro de um departamento acadêmico, mas laboratórios ou grupos de pesquisa são capazes de atender demandas empresariais.”

As propostas totalizam R$ 177 milhões – R$ 58,8 milhões do governo federal – e colocam no mapa instituições de Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Joinville (SC), Manaus (AM), Piracicaba (SP), São Carlos (SP) e São Paulo (SP). O ministro celebra o alcance a todas as regiões do Brasil, com a chegada ao Norte, onde a Embrapii ainda não havia credenciado nenhuma instituição.

Das sete unidades recém-qualificadas, três estão ligadas à Universidade de São Paulo (USP) e uma delas à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A USP reforça presença no sistema com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), de Piracicaba, na área de controle biológico de pragas; o Instituto de Física de São Carlos (ISFC), em biofotônica e instrumentação, especialidade capaz de produzir equipamentos médicos para tratamento por meio de luzes e micro-ondas terapêuticas; e o grupo Tecnogreen, ligado ao Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica (Poli) e habilitado a utilizar “química verde” na recuperação de rejeitos industriais.

Primeiro representante da Unicamp na Embrapii, o Centro de Química Medicinal de Inovação Aberta (CQMED) se dispõe a fabricar biofármacos e fármacos, a fim de atender ao mercado nacional de medicamentos.

A unidade pioneira da região Norte é o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT), organização privada sem fins lucrativos sediada na capital amazonense e especializada em manufatura avançada.

Criado em 2006 pelo Centro Suíço de Eletrônica e Microtécnica (Csem, na sigla em francês), em Belo Horizonte, o Csem Brasil se credenciou para trabalhar com eletrônica impressa. Segundo o diretor-presidente da Embrapii, Jorge Guimarães, a técnica possibilita incluir componentes eletrônicos em películas, a exemplo de placas fotovoltaicas sem metal. “Trata-se de um negócio novíssimo”, diz. “Em vez de ficar restrita ao teto de um carro ou de uma casa, como de costume, essa tecnologia pode ser instalada em parede ou janela. Eles vão fazer uma demonstração cobrindo a catedral de Brasília.”

A sétima unidade é o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Joinville, com dois institutos Senai de Inovação, em Sistemas de Manufatura e em Laser – áreas de atuação da proposta. A novata catarinense faz companhia a duas instituições similares “veteranas” na Embrapii: o Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia (Senai Cimatec), de Salvador (BA), e o Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros, de São Leopoldo (RS).

Crescimento
Organização social qualificada pelo governo federal em 2013, a Embrapii mantém contrato de gestão com o MCTIC – acordo do qual o MEC participa como instituição interveniente. As pastas repartem igualmente a responsabilidade pelo seu financiamento. O orçamento total é de R$ 1,5 bilhão até 2018. Com as sete “calouras”, agora, são 35 unidades credenciadas. Isso inclui cinco polos de inovação, modalidade voltada a institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs). O número total deve chegar a 42 com as duas chamadas abertas para três IFs e cinco institutos Senai de Inovação.

Até o momento, de acordo com Guimarães, as 28 unidades em funcionamento desenvolveram 198 projetos sob demanda empresarial, concluíram 36 deles e registraram 35 patentes, a partir de investimentos de R$ 312 milhões.

Lançada em setembro de 2016, a última chamada pública oferecia cinco vagas, inicialmente, e recebeu 85 propostas, mas o Conselho de Administração da Embrapii optou por selecionar as sete melhores candidatas.

Fonte: MCTIC.

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