| Em 13/03/2017

Parque tecnológico de Brasília deve abrigar comunidade científica e instituições de ciência, tecnologia e inovação

Com um investimento previsto de R$ 3,2 bilhões, o Parque Tecnológico do Distrito Federal, batizado de BioTIC, cuja criação foi oficializada em janeiro último, deve abrigar em seu espaço instituições representantes da comunidade científica e da área de ciência, tecnologia e inovação (CT&), além de centros de pesquisa, startups, aceleradoras e empresas.

O secretário de CT&I do governo distrital, Marcelo Aguiar, confirmou que o polo científico e tecnológico abrigará representações da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (Consecti) e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), cuja parceria nesse projeto deve ser selada em abril.

No memorando assinado constam ainda as participações da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e o Fortec – Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia.  Na prática, essa iniciativa representa o esforço conjunto entre as partes na convergência de ações para o avanço científico e tecnológico nacional.

As confirmações de Aguiar foram apresentadas na reunião nacional do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), realizada na última quarta-feira, 08, na sede do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em Brasília. A expectativa era de que a informação fosse anunciada oficialmente pelo governador distrital, Rodrigo Rollemberg, mas isso não aconteceu em razão de compromissos de última hora.

O secretário explicou ainda que essas instituições serão abrigadas no edifício de governança que hoje se encontra em processo de construção, em um espaço de 11 mil metros quadrados. A perspectiva é de que esse empreendimento seja inaugurado ainda em setembro deste ano.

No mesmo espaço, acrescentou Aguiar, será abrigada também a Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), e atividades inerentes ao desenvolvimento do parque, como incubadoras e aceleradoras de empresas.

Conforme disse, o BioTIC será um espaço estratégico para o desenvolvimento econômico, científico e tecnológico do Distrito Federal e de toda a região Centro Oeste, o celeiro agrícola e pecuário do País, com destaque para o Mato Grosso, o principal produtor nacional de soja.

“É um espaço estratégico porque ele é voltado à biotecnologia e à tecnologia da informação”, acrescentou Aguiar, em entrevista ao Jornal da Ciência, após participar da reunião.

Passo para operação

A área total destinada ao Parque Tecnológico é estimada em 1,2 milhão de metros quadrados, em espaço localizado no fim da Asa Norte, entre a Granja do Torto e o Parque Nacional de Brasília. A primeira empresa a se instalar no local, estima Aguiar, é a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), pela construção da Embrapatec, o braço de operações da estatal no mercado de inovação. No local já funcionam os datacenters do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

“O passo inicial da operação do parque tecnológico vai ser a inauguração do edifício de governança do parque, em setembro”, disse.

Para o secretário, o início das obras das empresas deve ser começar a parti do início do próximo ano, devendo entrar em operação no fim de 2018.

Na operação do empreendimento, explicou ainda o secretário, o governo do DF participará com a doação do terreno avaliado em R$ 1,2 bilhão. O restante será a contrapartida da iniciativa privada, cujos investimentos totais devem somar R$ 3,2 bilhões. Pelo projeto aprovado, o parque será gerido por um fundo de investimento.

“Não haverá venda de terreno às empresas, porque o governo entra com o terreno e as empresas vão se instalar. E o investimento delas na instalação é o que contamos para chegarmos ao montante dos R$ 3,2 bilhões”, informou.

A avaliação de Aguiar é de que a implementação do BioTIC será “um sucesso”, diante da procura considerável pelas empresas e do foco do empreendimento na bioeconomia -, a economia sustentável que propõe maior utilização de recursos biológicos e conhecimento tecnológico.

“Fizemos um grande estudo sobre o futuro do Centro Oeste e da economia brasileira e, juntamente com a Embrapa, tivemos uma grande discussão com a comunidade científica daqui e identificamos que o foco do desenvolvimento futuro do Distrito Federal está na bioeconomia, que são todas as atividades vinculadas à produção agrícola e seus desdobramentos.”

Fonte: Viviane Monteiro – Jornal da Ciência

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