| Em 17/02/2017

Ferramenta de apoio ao empreendedorismo do MCTIC já recebeu 1,4 milhão de acessos

Desde 2002, o Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas (SBRT) oferece informações tecnológicas para melhorar a qualidade dos produtos e estimular novos negócios. Empreendedores cadastrados já passam de 100 mil, mas MCTIC quer ampliar ainda mais. “Precisávamos de um projeto que ajudasse os empreendedores do país e trouxesse inovações na área de tecnologia”, afirma o diretor de Políticas e Programas de Apoio à Inovação do ministério, Jorge Campagnolo.

Há 15 anos, empreendedores contam com um serviço de informações técnicas fornecidas por uma rede de especialistas: o Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas (SBRT). Trata-se de uma ferramenta de acesso à informação tecnológica gratuita para empresas, em especial, aos micros e pequenos empresários. Os objetivos do serviço, que tem 100 mil clientes cadastrados, são melhorar a qualidade dos produtos, estimular novos negócios e ideias, facilitar o acesso dos usuários às informações tecnológicas e promover a difusão do conhecimento.

Para o diretor de Políticas e Programas de Apoio à Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Jorge Campagnolo, o SBRT é uma das mais interessantes iniciativas de sucesso implantadas no país na área de transferência de conhecimentos tecnológico para empreendedores. “O serviço é de suma importância para o empreendedorismo do país. Precisávamos de um projeto que ajudasse os empreendedores e trouxesse inovações na área de tecnologia”, disse.

Desde sua implantação, em 2002, o serviço registrou mais de 1,4 milhão de acessos aos 21 mil conteúdos disponíveis no portal (www.sbrt.ibict.br). Projeto idealizado pelo MCTIC, conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e tem o suporte do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCTI).

A rede SBRT é composta por centros de pesquisa e ensino do país, que fornecem as informações necessárias para estimular o empreendedorismo: Universidade de Brasília (UnB), Agência da Universidade de São Paulo (USP) de Inovação, Serviço Nacional de

Aprendizagem Industrial (Senai – RS e AM), Instituto de Tecnologia do Paraná, Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais, Instituto Evaldo Lodi da Bahia, Rede de Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro e Universidade do Estado de São Paulo (Unesp).

Serviço de excelência

Segundo Campagnolo, durante a criação do serviço, o maior desafio foi reunir diversas instituições e experiências e desenvolver uma metodologia que melhor atendesse as demandas. “Conseguimos fazer com que as informações que antes estavam trancadas nas universidades e nos centros de pesquisa chegassem ao micro e pequeno empresário. Padronizar as respostas foi desafiador, mas hoje colhemos os resultados”, revelou.

Na sua avaliação, esses resultados são surpreendentes, porque têm um impacto positivo nas empresas e “podem trazer muitos benefícios à sociedade e ao país, como registros de patentes, novos empreendimentos e ideias, o que demonstra o potencial e a importância do serviço”.

Em 2016, o microempreendedor Luciney Timóteo, que atua no ramo dos cosméticos em Belo Horizonte (MG), utilizou o SBRT para modernizar a sua empresa, criada em 2002. Depois de seguir as orientações oferecidos pelo serviço, o processo produtivo tornou-se mais eficiente e organizado. “O novo projeto arquitetônico da empresa está dentro das especificações da Anvisa, abrangendo desde as construções prediais até os maquinários utilizados na produção, graças às informações do serviço”, explicou.

Outra usuária satisfeita é Maíra Welerson, empreendedora do ramo alimentício, em Curitiba (PR). “Há muitos anos, conheci o SBRT por meio do Sebrae, quando fui tirar dúvidas sobre a nova empresa que desejava abrir – uma fábrica de frutas e raízes desidratadas.

Desde então, o SBRT me auxilia na formulação dos primeiros produtos, na melhoria dos mesmos e na criação de várias outras ideias que vão surgindo”, revelou.

A última vez que Maíra acessou o serviço foi em agosto do ano passado para saber mais sobre a produção de batata doce chips e palha. “No caso específico da batata chips, eu já tinha lançado no mercado, mas estava aquém da qualidade desejada. As informações obtidas pelo SBRT permitiram que meu produto se tornasse uma referência na região. A batata que produzo é crocante e saborosa”, explicou.

O desafio para os próximos anos, segundo o diretor Jorge Campagnolo, é ampliar o acesso ao serviço. “Temos que aumentar a capilaridade do SBRT. Quem precisa do sistema é a grande massa empreendedora do país. Para isso, é importante aumentar as parcerias”, concluiu.

Fonte: Imprensa MCTIC

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