| Em 17/02/2017

MCTIC começa a discutir plano de ação para o desenvolvimento da bioeconomia no Brasil

Indústria sustentável baseada em seres vivos, a bioeconomia é o primeiro dos 12 eixos da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti) a entrar em debate para a formulação de um plano de ação, desdobramento previsto no conjunto de diretrizes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O grupo de trabalho responsável pela construção do documento se reuniu pela primeira vez nesta quarta-feira (15), no Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em Brasília.

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTIC, Jailson de Andrade, lembra a transversalidade da bioeconomia, que atravessa os demais temas prioritários da Encti: aeroespacial e defesa; água; alimentos; biomas; ciências e tecnologias sociais; clima; economia e sociedade digital; energia; nuclear; saúde; e tecnologias convergentes e habilitadoras. “O que buscamos é que o sistema seja totalmente entrelaçado e harmônico”, disse.

O próprio conceito de bioeconomia ocupou parte dos debates desta quarta. “O nosso sentimento é que se enxergue isso com a visão mais ampla possível e que a discussão do plano seja uma leitura do que nós distinguimos neste momento como bioeconomia”, sugeriu o secretário. “Existem diversas definições, da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico] e da Comissão Europeia à CNI [Confederação Nacional da Indústria], mas nós precisaríamos estabelecer um caminho nosso, quer dizer, uma concepção que oriente o documento, adequada à realidade brasileira.”

Estratégia

Aprovada pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) em dezembro do ano passado, a Encti teve a validade prorrogada até 2022 para chegar ao ano do bicentenário da Independência do Brasil. “Já em escala internacional, consideramos marcos como o programa europeu Horizonte 2020, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável [ODSs] da Unesco [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura], cuja agenda se refere a 2030, ou mesmo uma segunda iniciativa das Nações Unidas, o TWI2050, que chega ainda mais além”, avaliou Jailson.

Segundo ele, os planos de ação da Encti devem associar seu conteúdo aos três programas internacionais. “Vocês vão ver que o nosso objetivo é atrelar um pouco da nossa estratégia a esses horizontes de curtíssimo, médio e longo prazo”, apontou. “A linha de atuação passa pelo uso intensivo de ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento econômico e social do país, ou seja, para o desenvolvimento sustentável.”

Oportunidades e barreiras

De acordo com o coordenador-geral de Bioeconomia do MCTIC, Bruno Nunes, a partir da reunião, o CGEE terá condições de reunir as informações necessárias para a construção do plano de ação. “Pretende-se, também, elencar quais as principais oportunidades e barreiras ao desenvolvimento da bioeconomia brasileira, iniciando um diagnóstico que possibilite desenhar estratégias para cada uma das linhas de pesquisa que venham a ser determinadas nesta e nas demais reuniões.”

Integram o grupo de trabalho representantes da academia, do governo e da indústria; de instituições como a Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) e as universidades Católica de Brasília (UCB), Católica Dom Bosco (UCDB), de Brasília (UnB), de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp) e Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além de colaboradores do CGEE e da Seped.

 

Fonte: Imprensa MCTIC

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