| Em 30/11/2016

INT completa 95 anos com atuação estratégica para o desenvolvimento tecnológico do país

Criado para aprimorar processos industriais de aproveitamento de recursos minerais, a meta do Instituto Nacional de Tecnologia é chegar aos 100 anos como referência nacional em pesquisa e desenvolvimento tecnológico para a inovação, afirma o diretor Fernando Rizzo. “Há o compromisso do INT em buscar sempre a excelência e o pioneirismo em suas ações”, disse Rizzo, que ressaltou ainda os benefícios para a sociedade.

O Instituto Nacional de Tecnologia (INT), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), completa 95 anos no dia 28 de dezembro com atuação pioneira voltada para a inovação e o desenvolvimento tecnológico do país. A afirmação é do diretor do INT, Fernando Rizzo. Segundo ele, o instituto foi criado para aprimorar processos industriais de aproveitamento de recursos minerais e combustíveis no Brasil. Os estudos viabilizaram o uso do carvão, xisto, manganês e outras fontes disponíveis no território brasileiro.

“Ainda em sua primeira década, o INT realiza os primeiros ensaios do uso de álcool combustível em veículos, seguidos dos testes das primeiras misturas de álcool na gasolina, que deram base para o governo Vargas, em 1931, tornar obrigatória a adição de 5% de etanol à gasolina”, disse ele, lembrando que ainda naquela época foram produzidos os primeiros estudos de uso de óleos vegetais como combustíveis.

No INT também foram realizadas as primeiras reuniões e grupos de trabalho para discutir metrologia, normatização de ensaios de materiais e registro de patentes, que dariam origem à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e ao Instituto Nacional de Pesos e Medidas (INPM), depois transformado em Inmetro.

“Ao longo das décadas, o INT mantém essa atuação estratégica voltada para a inovação e o desenvolvimento tecnológico do país. O instituto contribuiu, por exemplo, para episódios marcantes como a constatação de haver petróleo no Brasil, a partir da análise do óleo encontrado em Lobato, na Bahia, e o desenvolvimento de método internacional de ensaio de concreto. Mais recente, temos o levantamento antropométrico da população brasileira, a validação tecnológica do Proálcool, o suporte ao programa de uso do biodiesel, e o uso pioneiro no Brasil das impressoras 3D para criação de protótipos industriais e outros fins”, ressaltou o diretor.

Pesquisas

Fernando Rizzo informou que o INT tem atuação multidisciplinar e realiza pesquisas dentro do programa da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que desenvolvem produtos e processos inovadores de tecnologia química industrial para empresas. “Temos trabalhos muito interessantes no desenvolvimento de produtos de química verde e para o uso de energias renováveis, incluindo etanol de segunda geração e rotas para produção de hidrogênio.”

Na área de petróleo e gás, o diretor destacou que o instituto atende demandas do setor de exploração e produção, desenvolvimento de inibidores de corrosão e novos aços para uso no pré-sal. Já em biocombustíveis, possui diferentes ações de desenvolvimento tecnológico, tendo participação ativa no Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel.

“Os benefícios para a sociedade são muitos, desde uma inovação capaz de aprimorar o processo produtivo de uma empresa até o desenvolvimento ou aprimoramento de produtos e processos estratégicos para o país. Temos também uma vertente social, composta pelo desenvolvimento de tecnologias assistivas, que servem diretamente a pessoas com necessidades especiais ou como possibilidade de geração de emprego e renda”, destacou.

Perspectivas

Hoje, o INT conta com a colaboração de 622 pessoas, entre servidores, equipes de pesquisa, bolsistas e prestadores de serviços. Para Fernando Rizzo, os desafios são grandes, como a recomposição da equipe, que foi reduzida com a aposentadoria de vários servidores, e a negociação de um novo espaço para a expansão do instituto. “Também há o compromisso do INT em buscar sempre a excelência e o pioneirismo em suas ações. Buscamos enxergar além e globalmente, pois a inovação exige integração entre diversos atores, como governo, empresas e universidades, para potencializarmos esforços na mesma direção.”

Frente ao cenário de redução de investimentos do país, o INT tem buscado a internacionalização da pesquisa. “Um dos caminhos é a interação com outras instituições de pesquisa do exterior que possam trocar conhecimento em áreas de pesquisas com potencial para avançamos. A meta estabelecida em nossa visão de futuro é que cheguemos aos 100 anos reconhecidos como referência nacional em pesquisa e desenvolvimento tecnológico para a inovação”, concluiu o diretor.

Comemorações

Para marcar os 95 anos do INT, será realizado, no dia 5 de dezembro, o Seminário INT no Futuro, com especialistas convidados para discussão do papel dos institutos de pesquisa no contexto atual.

Fonte: Imprensa MCTIC

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