“Você não pode se profissionalizar, se não tem o conhecimento”. A frase é da empresária Alane Fernandes, gerente da Queijaria Dona Gertrudes, no município de Caicó, região Seridó do estado. Ela foi uma das beneficiadas do Programa de Apoio às Pesquisas em Empresas (PAPPE), promovido em 2008 pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Rio Grande do Norte ( Fapern). Oito anos depois, Alane relata como esse conhecimento foi responsável pelo crescimento da queijaria, que antes do projeto trabalhava de maneira artesanal, e hoje já planeja exportar seus produtos.
A Queijaria Dona Gertrudes foi beneficiada com R$ 90 mil para trabalhos de pesquisa relacionados ao queijo de manteiga. O produto, que tinha uma qualidade reconhecida localmente, passou por um processo de transformação para ser produzido em larga escala. ” Tudo começou por iniciativa de uma professora do IFRN. Ela veio a Caicó procurando empresas que se destacassem no ramo alimentício, visto que a Fapern queria investir nessa área. Nós produzíamos artesanalmente, mas sem certificado”, explicou Alane.
![[cml_media_alt id='10175']queijaria serido[/cml_media_alt]](http://confap.org.br/news/wp-content/uploads/2016/08/queijaria-serido.jpg)
De acordo com a empresária, foram muitas mudanças no modo de produção da fábrica de queijos. Com auxílio dos pesquisadores, a receita tradicional do queijo foi adequada ao maquinário industrial. A modificação no processo produtivo aumentou a durabilidade do queijo e ainda fez surgir o queijo de manteiga light.
O dinheiro aportado pela Fapern foi usado para as pesquisas que fomentaram conhecimento e levaram a Queijaria Dona Gertrudes a ser reconhecida como o melhor queijo do Nordeste. A empresa também ganhou o selo do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária (Idiarn) e atualmente emprega 19 pessoas. A queijaria duplicou de tamanho e começou a planejar a exportação dos seus produtos. Diariamente são produzidos 500 quilos de queijo coalho, 200 de queijo manteiga e 100 quilos de ricota.
“Os investimentos em ciência, tecnologia e inovação ajudam potencialmente o desenvolvimento das empresas do Rio Grande do Norte, o que é um fato de grande relevância pra agregar valor aos nossos produtos e ganhar o mercado internacional”, ressaltou o chefe financeiro da Fapern, Tony Robson.
Fonte: Ascom FAPERN