
1º Fórum Brasileiro de Inovação Orientada por Missões resultou na publicação do e-book “Inovação Orientada por Missões: da teoria à prática” – (Foto: Sofia Colucci/ Divulgação WTT)
Nos dias 30 e 31 de outubro, foi realizado em São Paulo o 1º Fórum Brasileiro de Inovação Orientada por Missões, evento inédito que buscou contribuir para a qualificação e disseminação da prática de inovação orientada por missões no Brasil. O evento teve o apoio institucional do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP).
Os trabalhos realizados no Fórum resultaram na publicação do e-book “Inovação Orientada por Missões: da teoria à prática”, que apresenta conceitos, experiências e ferramentas de inovação orientada por missões que podem auxiliar organizações interessadas no tema a colocar essa abordagem em prática. O material está disponível para download no link: https://wttventures.net/publicacoes.
Em parceria com diversos atores dos setores público e privado e organizações da sociedade civil, a World-Transforming Technologies e a Agência de Inovação da USP buscaram, no Fórum, construir caminhos para aproximar o país de adotar essa importante abordagem de orientação. Missões usam a inovação para resolver um desafio ou promover uma mudança social ou ambiental de grande escala. São metas ambiciosas, mensuráveis, e possuem um prazo delimitado para serem alcançadas. Elas requerem um papel ativo do setor público em suas definições e lideranças, mas também necessitam da colaboração de atores privados, academia e terceiro setor na orquestração de recursos e esforços multissetoriais.
O primeiro dia de evento foi focado nas experiências de organizações e movimentos sociais – atores essenciais no debate sobre construção de políticas de inovação e que muitas vezes não são convidados a integrar esses debates. Estiveram presentes representantes de organizações como o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), o projeto Saúde e Alegria, a Coalizão Negra por Direitos e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), entre diversas outras.
Também integraram a programação do primeiro dia de evento as apresentações “Ciência, Tecnologia, Sociedade e Inovação: debate recente”, de Janaina Oliveira Pamplona da Costa (UNICAMP) e “Governança Viva na perspectiva de Territórios Sustentáveis e Saudáveis: a experiência da FIOCRUZ e do Fórum de Comunidades Tradicionais”, de Sidélia Silva e Ariane Rosa Martins (Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina/FIOCRUZ).

(Foto: Sofia Colucci/ Divulgação WTT)
Já no segundo dia, as atividades contaram com cerca de 90 participantes de órgãos públicos, agências de fomento, academia, institutos, empresas e movimentos sociais. Além dos participantes de organizações da sociedade civil presentes no 1º dia do Fórum, estiveram presentes também com representantes de instituições como o Instituto Clima e Sociedade, Ministério dos Povos Indígenas, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, SEBRAE, Pacto Global, Confederação Nacional da Indústria, The Nature Conservancy FINEP, BID Lab, CNPq, Petrobras, Embrapii, entre diversas outras.
Na manhã do dia 31, os eventos foram centrados em apresentações sobre o contexto de missões na atualidade. Caetano Penna, da Delft University, abordou o contexto global do tema, enquanto Maycon Stahelin, da Embrapii, apresentou questões referentes ao cenário nacional. Já na parte da tarde, os convidados se dividiram nas mesas temáticas Amazônia, Indústria, Transição Energética, Agricultura e Saúde para debates mais próximos sobre experiências e expectativas da abordagem de missões nesses temas.
“O Fórum foi ótimo, superou nossas expectativas. Ficamos especialmente felizes com a ampla participação da sociedade civil e da academia nas discussões. A gente espera que o evento seja um divisor de águas na inserção desses atores na construção da agenda de inovação orientada por missões no Brasil”, destacou André Wongtschowski, diretor de inovação da WTT.
Confira no vídeo as perspectivas de Andre Baniwa, do Ministério dos Povos Indígenas, e de Marcel Botelho, diretor presidente da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisa – FAPESPA:
Confira outros depoimentos de participantes do Fórum aqui.
Fonte: Assessoria de Comunicação da WTT
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