| Em 18/11/2025

Unidade Embrapii Sistemas Agroalimentares leva inovação e diferencial competitivo ao campo 

(Imagem: Reprodução/Embrapii)

A Unidade Embrapii Soluções Agroalimentares sediada no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM), no campus Uberaba, desenvolve soluções para agricultura, pecuária e para indústria de alimentos por meio de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).  

Segundo a diretora-geral da Unidade, Fernanda Barbosa Borges Jardim, o trabalho é realizado em diferentes linhas que visam desde o desenvolvimento de novos fertilizantes, produção vegetal, novos produtos alimentícios nutritivos e ricos em propriedades bioativas até o aproveitamento de resíduos agroindustriais. Um exemplo são as iniciativas que visam agregar valor a resíduos agroindustriais, como o aproveitamento de resíduo de mandioca para produção de bioplásticos ou de resíduos de asfalto para a produção de fertilizantes. 

Os trabalhos são apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG). Até o momento, a FAPEMIG investiu cerca de R$2,3 milhões em projetos por meio de chamadas públicas focadas no fortalecimento das Unidades Embrapii sediadas em Minas Gerais. Os recursos são aplicados em equipamentos, aprimoramento da comunicação da Unidade com foco na prospecção de novas parcerias, entre outros.  

As soluções desenvolvidas acompanham as tendências do mercado. Segundo Fernanda, hoje, o agronegócio tem buscado tecnologias de informação , inteligência artificial aplicada a soluções inovadoras dentro da agricultura como, por exemplo, o  diagnóstico de doenças climáticas para cultivo de soja. “Também, a Unidade desenvolve equipamentos portáteis inteligentes que dão resultados em tempo real da qualidade nutricional de macro e micronutrientes de cultivos cana, soja e milho”, conta.

Agregando diferencial competitivo

Desde a sua creditação, a Unidade Embrapii, que é reconhecida como Unidade Ouro, já contratou 27 projetos que somam R$17,19 milhões em investimentos em parceria com 26 empresas. Entre eles, está o desenvolvimento de uma máquina agrícola autopropulsada para suplementação de luz chamada de “Vagalume”. Movida por fontes de energia renováveis, ela reduz suplementação noturna em cultivos de cana-de-açúcar que resultam no impulsionamento da produtividade e redução do consumo de insumos. 

Outra iniciativa, concluída em 2024, resultou na criação da empresa Avytá que desenvolveu uma geleia de pitaya.  No total, o projeto recebeu um investimento de R$ 89 mil oriundos da Embrapii, do Sebrae e cerca de 12% do valor aportado pelo produtor rural contratante. 

O projeto buscou agregar valor à fruta que é comercializada em mercados de elite por até 20 vezes o valor unitário recebido pelo produtor. Já disponível nos mercados em versões diet e com pimenta, o produto foi desenvolvido com objetivo de manter o sabor suave da fruta e apresentar cores vibrantes. O projeto também incluiu o desenvolvimento da marca e identidade visual potente. 

Geleia Avytá, desenvolvida com apoio da Embrapii IFTM. Créditos: Júlia Rodrigues

Parceria pela Inovação

As Unidades Embrapii (UEs) são Centros de Tecnologia públicos e privados credenciados pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) para desenvolver projetos de inovação tecnológica em parceria com a indústria. Só em Minas Gerais, são 13 Unidades ativas que somam juntas 438 projetos contratados, 318 empresas atendidas e 180 pedidos de Proteção Intelectual (PI).  

“A FAPEMIG entende que o apoio às 13 unidades mineiras fortalece a inovação industrial no Estado, ampliando a capacidade técnica, infraestrutura e articulação com empresas. A soma de esforços e apoio da Embrapii e da FAPEMIG permite que as unidades ampliem suas ações estratégicas, desenvolvendo projetos com maior impacto tecnológico”, explica o presidente da FAPEMIG, Carlos Arruda. 

Por meio de um Acordo de Cooperação, firmado entre FAPEMIG e Embrapii em 2024, deverão ser investidos até 2029, respectivamente, R$50 milhões e R$ 137 milhões em projetos e programas de interesse comum visando o fortalecimento da capacidade de inovação local e também no restante do território nacional.

Fonte: FAPEMIG (Por: Júlia Rodrigues/Ascom Fapemig)

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