| Em 02/04/2025

Tocantins investe em pesquisa para controlar podridão que ameaça o milho safrinha e evitar prejuízos potenciais

(Foto: Arquivo Pessoal/Dr. Rodrigo Véras)

O Governo do Tocantins, por meio do Programa Pesquisa Agropecuária, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt) em parceria com a Secretaria de Agricultura e Pecuária (Seagro), investe em um projeto que busca desenvolver estratégias para o controle da podridão de macrophomina no milho safrinha no Tocantins. Liderado pelo pesquisador Dr. Rodrigo Véras da Costa o estudo recebeu um aporte de R$ 47,5 mil oriundos de recursos do Governo.

De acordo com os levantamentos prévios da pesquisa há uma alta incidência da podridão de Macrophomina no estado, com presença detectada em 88% das amostras coletadas e perdas na produtividade que podem chegar a 47%. Considerando a atual área cultivada com milho no Tocantins e o preço da saca, os prejuízos potenciais superam R$ 600 milhões.

“Diante desse cenário, a busca por soluções sustentáveis é urgente, visto que as estratégias tradicionais de manejo, como rotação de culturas e aplicação de fungicidas, têm se mostrado pouco eficazes contra a doença” afirma Rodrigo Véras.

O estudo tem como objetivo encontrar variedades de milho mais resistentes à doença, testar o uso de agentes biológicos para controlar o fungo e entender como o cultivo de diferentes tipos de milho afeta a propagação da doença no solo. A pesquisa está sendo feita em laboratório e em campo.

O projeto testa diferentes métodos para controlar a podridão, como o uso de produtos biológicos à base de Bacillus spp. e Trichoderma spp., aplicados no tratamento das sementes. Além disso, os experimentos envolvem a infecção artificial do fungo em várias variedades de milho, para avaliar a resistência das plantas e como elas podem contribuir para a disseminação da doença no campo.

Até agora, cerca de quarenta tipos de milho comerciais foram testados, e os resultados mostram que há diferenças na resistência genética ao fungo causador da doença.

Algumas variedades de milho mais resistentes foram identificadas como promissoras para ajudar no controle da podridão causada pelo fungo Macrophomina. Além disso, microrganismos que combatem o fungo, retirados da coleção da Embrapa Milho e Sorgo, foram testados em laboratório e no campo. Algumas dessas cepas mostraram um bom potencial para controlar a doença.

Os resultados deste estudo, além de beneficiar diretamente os produtores de milho, contribuirão para o manejo da doença em outras culturas importantes para o estado, como soja, arroz, feijão e sorgo.

Ao integrar inovação tecnológica, pesquisa aplicada e parcerias estratégicas, o projeto busca não apenas reduzir as perdas na cultura do milho, mas também fortalecer a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio tocantinense.

Sobre o Projeto Pesquisa Agropecuária

O Edital Pesquisa Agropecuária, amparado pela Fapt em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), e que teve o evento de marco zero durante a Agrotins 2023, tem como objetivo fortalecer o setor agropecuário do Tocantins por meio do financiamento de projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

Com um investimento total de R$ 2 milhões, o edital financia 40 pesquisas, com valores de até R$ 47.500 por estudo. As linhas de pesquisa abrangem desde o desenvolvimento de tecnologias inovadoras até a aplicação de pesquisas científicas que possam gerar impactos positivos na produção agrícola e pecuária do estado.

O projeto promove a integração entre instituições de pesquisa, extensionistas e o setor produtivo, visando a consolidação de uma rede de ciência, tecnologia e inovação agropecuária no Tocantins.

Fonte: FAPT (Por: Raquel Oliveira/ Governo do Tocantins)

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