| Em 18/10/2018

Startups apoiadas pelo Pipe-Fapesp testam planos de negócio em treinamento

A Breng, startup da área de engenharia mecânica, em São José dos Campos (SP), quer associar a tecnologia aeroespacial ao uso inteligente de recursos hídricos e, com isso, desenvolver um vaso sanitário a vácuo, sem a necessidade do uso de água.

Já a Genotyping Laboratório de Biotecnologia, de Botucatu (SP), pretende desenvolver um método rápido e sensível para isolar os microrganismos do sangue humano. A metodologia serve para diagnosticar infecções de fluxo sanguíneo (BSI) com muito mais rapidez e precisão que o teste em cultura de sangue que leva atualmente mais de cinco dias para ficar pronto.

As ideias se transforamaram em projetos de pesquisa submetidos – e aprovados – na fase 1 do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da Fapesp, de teste de viabilidade de uma proposta inovadora.

Até 7 de dezembro, as 21 startups participarão do 9º Fapesp Pipe High-Tech Entrepreneurial Training. Durante o treinamento, as empresas poderão testar a consistência de seus projetos e planos de negócios e farão, pelo menos, 100 entrevistas com possíveis clientes, usuários ou tomadores de opinião.

O treinamento tem como base o programa I-Corps, desenvolvido pelo acadêmico americano Steve Blank e usado nos Estados Unidos pela National Science Foundation. “A metodologia ensina o pesquisador a transferir os resultados de pesquisa em startups”, resume Flávio Grynszpan, membro da Coordenação da Área de Pesquisa para Inovação da Fapesp e um dos coordenadores do programa.

Cada startup participante do treinamento – organizada em equipe com dois representantes – deve realizar em torno de uma centena de entrevistas com potenciais clientes, usuários, entre outros.

“O mantra deste treinamento é: ‘a verdade está na rua’. É importante ir a campo, ver, ouvir e aprender com o mercado. Isso porque a pessoa mais importante de um negócio é o cliente. E cliente não é necessariamente para quem se vende, mas quem precisa que um problema seja resolvido”, disse.

As equipes de cada startup são orientadas por mentores indicados pela Fapesp, capacitados na metodologia. Mentores são empresários com experiência de negócios e conhecimento do mercado que acompanham e orientam as equipes participantes do programa – sem qualquer custo para a Fundação.

De acordo com Grynszpan, em sete semanas de treinamento com o auxílio do mentor e das entrevistas, é possível descobrir se a ideia de negócio da startup vale a pena ou não.

“Uma coisa importante de contar para quem vai começar este treinamento é que a maioria das empresas muda a sua visão do negócio. É o que chamamos de pivotar. Quanto antes conseguirem definir se vale seguir em frente, desistir ou redefinir a proposta original, melhor ”, disse Grynszpan, com base na experiência de treinamento de 189 empresas que já participaram ou estão participando do programa.

O Pipe Empreendedor é coordenado por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, tendo Grynszpan, Marcelo Nakagawa e Hélio Marcos Machado Graciosa como adjuntos.

Mais informações: www.fapesp.br/pipe/empreendedor.

Fonte: Agência Fapesp.

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