| Em 31/07/2018

Seminário Marco Zero abre as atividades de pesquisa do PPSUS-BA

Entre os dias 25 e 27 de julho, a Escola de Saúde Pública da Bahia – Professor Jorge Novis (ESPB) recebeu pesquisadores contemplados no edital do Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS-BA). Coordenadores dos 56 projetos participaram do Seminário Marco Zero, onde apresentaram suas propostas de pesquisa, trocaram informações e receberam direcionamentos para obter os resultados esperados ao longo das investigações científicas.

A mesa de abertura aconteceu na manhã do dia 25, quarta-feira, no auditório da ESPB, e contou com a participação de Lázaro Cunha, diretor-geral da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb); Marge Tenório, responsável pela coordenação nacional do PPSUS no Ministério da Saúde; Suzana Oliveira, coordenadora técnica do PPSUS no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); e Luiz Henrique Gonçalves D’Utra, representante da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

Lázaro Cunha vê como um grande ganho a articulação de importantes instituições na busca por melhorias num sistema pilar para a saúde brasileira. “A sinergia voltada para as pesquisas de capacitação do SUS garante fôlego para que o programa ganhe maior apoio social. Esses movimentos fortalecem o campo da ciência no Brasil. A pesquisa científica tem papel significativo nos momentos de dificuldade: ela é capaz de apontar caminhos”, declarou.

Edlaudo Assis, responsável pelo Controle Interno da Fapesb, detalhou procedimentos de relevância no momento das prestações de contas parcial e final. “Os coordenadores devem ficar atentos à gestão financeira dos projetos. O acompanhamento dos gastos de recursos também é significativo para o fortalecimento do Programa no âmbito do setor público”, finalizou.

Trocas e direções
No segundo momento, os coordenadores dividiram-se em dois grupos, a partir de eixos temáticos, para apresentar o principal mote dos projetos, destacando inovações e descobertas pretendidas ao longo das pesquisas científicas. A primeira tarde de painéis abordou duas grandes áreas: 1º) leishmaniose e doença de Chagas; 2º) zika, chikungunya e dengue. Uma banca composta por doutores especialistas no campo da saúde pedia detalhes sobre os projetos, colocando dúvidas nas dinâmicas de pesquisa, sugerindo rumos ou indicando pontos problemáticos.

Marge Tenório, coordenadora nacional do PPSUS, afirma que o programa é conduzido a partir de uma gestão compartilhada. Nascido em 2002, ele se fortaleceu dois anos depois, quando fez parcerias com praticamente todos os estados brasileiros. “Trata-se de um programa espalhado por todo o país e tem potencializado, em grande número, a pesquisa em saúde. Os resultados do PPSUS são muito exitosos”, comenta.

A gestora esclarece que o significado do programa vai além do fomento a linhas de pesquisa nas universidades e formação de pós-graduandos. “O mais significativo é a relação com a sociedade. Nosso compromisso é devolver soluções que deem conta dos problemas de saúde local”. Marge ainda contou que dentre os estados que participam do programa, dez deles recebem recursos para pesquisa em saúde apenas do PPSUS. “Tal cenário mostra que esse investimento faz uma boa diferença no fluxo de recursos destinados à ciência e tecnologia, que são cada vez mais escassos. Trabalhamos muito para colocar essas questões em voga”.

De acordo com Suzana Oliveira, representante do CNPq, um dos diferenciais do PPSUS é justamente a descentralização do fomento à pesquisa, já que cada estado seleciona os projetos de acordo com as próprias necessidades da área de saúde. “Os estados têm autonomia para definir os temas prioritários. As propostas passam por seleção de mérito, relevância sócio-sanitária. Tudo visa a adaptação dos resultados às demandas de uma região especifica”, explica.

A iniciativa do PPSUS-BA é uma parceria da Fapesb (Secti), Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Ministério da Saúde (Decit/SCTIE) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Fonte: Fapesb.

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