| Em 04/05/2016

Seminário discute novo patamar de cooperação entre Brasil e Suécia

A aquisição dos caças Gripen foi só o começo da parceria Brasil-Suécia no setor aeronáutico e de defesa. Ambos os países caminham agora para ampliar a cooperação em inovação tecnológica, estruturando um portfólio de projetos na área, e com grande potencial de desdobramentos para outros setores da economia. O assunto vai ser objeto de discussão de um seminário em aeronáutica – A high-tech focus area for a new level of Brazilian-Swedish cooperation (http://cisb.org.br/seminaraeronautics/), que será realizado em Brasília, no dia 16 de maio.

Na ocasião, diversos atores do sistema de inovação, como MCTI, MDIC, FINEP, CNPq, SENAI, do Brasil, e VINNOVA e Growth Analysis da Suécia, terão a oportunidade de conhecer o status desta cooperação, seus potenciais transbordamentos para outros setores, casos de sucesso e os planos para o futuro. Um dos palestrantes será Anders Blom, diretor do programa INNOVAIR – agenda estratégica do setor aeronáutico sueco; e outro, Mats Olofsson, que coordena o Comitê Bilateral de Aeronáutica dos dois países. Eles falarão sobre sistema de inovação, motivações para cooperação e seus benefícios no longo prazo no âmbito nacional e bilateral, tecnologias vislumbradas, projetos de sucesso em curso e o modelo de cooperação bilateral com potencial transferência para outros setores da sociedade.

Segundo dados do NRIA Flyg (http://www.nriaflyg.se/), documento do governo sueco que estabelece diretrizes para pesquisa e inovação no setor até 2050, a aeronáutica gera na Suécia um volume de negócios de quase 2,5 bilhões de dólares, com previsão de incremento de cerca de 75 milhões de dólares nos próximos cinco anos. No Brasil, o setor representa 44% da alta tecnologia exportada, com balança comercial positiva em US$ 1,5 bilhão, segundo dados do SECEX/MDIC de 2013.

O potencial de crescimento deste mercado é proporcional aos desafios em inovação tecnológica. Estima-se que o número de viagens aéreas em todo o mundo dobrará em apenas 15 anos. Na mesma intensidade, crescerá a pressão por aeronaves mais eficientes, seguras e com menor impacto ambiental. “Trata-se de um setor importantíssimo que pode e deve servir de modelo inspirador para impulsionar o avanço tecnológico e a inovação no Brasil”, ressalta Alessandra Holmo, Managing Director do CISB – Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro – um dos organizadores do evento.

Ela destaca que historicamente tecnologias desenvolvidas no setor aeronáutico tem tido grande aplicação em outros setores, como automotivo e telecomunicação. Suécia e Brasil são parceiros ideais uma vez que possuem competências fortes em C,T&I, uma indústria avançada e suporte governamental. “Trata-se de um modelo de cooperação que precisa envolver esforços coordenados da academia, da indústria e do governo, conhecido como  hélice tripla de ambos os lados, para que seja possível o estabelecimento de parcerias duradouras e profícuas”, finaliza.

Serviço:

O que: O seminário “A high-tech focus area for a new level of Brazilian-Swedish cooperation” contará com palestras de stakeholders da Suécia e do Brasil, como Anderson Correa, reitor do ITA, e Marcelo Prim, gerente de Tecnologia e Inovação do SENAI, além de apresentação de cases de sucesso dos projetos em andamento.

Quando: 16 de maio.

Onde: SENAI (SBN – Quadra 1 – Bloco C – Edifício Roberto Simonsen – Brasília).

Mais informações e inscrições: http://cisb.org.br/seminaraeronautics/

Sobre o CISB

O Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB) é uma associação privada, sem fins lucrativos, cujo objetivo principal é servir como hubinternacional, oferecendo um ambiente propício para incentivar a colaboração entre Brasil e Suécia. Seu modelo operacional é inspirado nos parques tecnológicos suecos e baseado nos princípios de inovação orientada por desafios, inovação aberta e hélice tripla. O Centro atua como uma plataforma de inovação promovendo conexão entre pessoas e instituições, fomentando oportunidades, catalisando iniciativas e produzindo resultados para seus membros e parceiros.

Fonte: Jornal da Ciência

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