A parceria Brasil-Suécia no setor aeronáutico e de defesa pretende se estender além da aquisição dos caças Gripen. Ambos os países estudam ampliar a cooperação em inovação tecnológica, estruturando um portfólio de projetos na área, e com grande potencial de desdobramentos para outros setores da economia. O assunto será discutido no seminário “A high-tech focus area for a new level of Brazilian-Swedish cooperation”, que será realizado em Brasília (DF), em 16 de maio.
Na ocasião, diversos atores do sistema de inovação brasileiro, e representantes das empresas suecas VINNOVA e Growth Analysis, terão a oportunidade de conhecer o status desta cooperação, seus potenciais transbordamentos para outros setores, casos de sucesso e os planos para o futuro. Os temas passarão pelo sistema de inovação, benefícios no longo prazo no âmbito nacional e bilateral, tecnologias vislumbradas, projetos de sucesso em curso e o modelo de cooperação bilateral com potencial transferência para outros setores da sociedade.
Segundo dados do NRIA Flyg, documento do governo sueco que estabelece diretrizes para pesquisa e inovação no setor até 2050, a aeronáutica gera na Suécia um volume de negócios de quase 2,5 bilhões de dólares, com previsão de incremento de cerca de 75 milhões de dólares nos próximos cinco anos. No Brasil, o setor representa 44% da alta tecnologia exportada, com balança comercial positiva em US$ 1,5 bilhão, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
“Trata-se de um setor importantíssimo que pode e deve servir de modelo inspirador para impulsionar o avanço tecnológico e a inovação no Brasil”, ressalta Alessandra Holmo, managing director do Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (Cisb), um dos organizadores do evento. Ela destaca que, historicamente, tecnologias desenvolvidas no setor aeronáutico tem tido grande aplicação em outras áreas, como automotiva e telecomunicação.
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Fonte: Agência Gestão CTI