A ministra em exercício da Ciência, Tecnologia e Inovação, Emília Ribeiro, participou nesta segunda-feira (25) da abertura dos trabalhos do comitê de julgamento das propostas enviadas para o Edital INCTs (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia) 2014, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), em Brasília. As 345 propostas submetidas à chamada serão analisadas ao longo da semana, e a previsão é que os resultados sejam divulgados em maio.
“Esse é um passo importante para o ministério e para a ciência como um todo porque esse comitê está avaliando propostas de pesquisas que vão nos nortear no futuro, que são as redes que nós temos dentro das universidades. Os pesquisadores estão aguardando a resposta dessa avaliação”, afirmou Emília Ribeiro.
O presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, e o secretário de Políticas de Informática do MCTI, Manoel da Fonseca, também participaram da reunião.
Essa é a maior chamada pública da história do CNPq, com R$ 641,8 milhões. Desse total, R$ 300 milhões vêm do governo federal, por meio da própria agência financiadora do MCTI, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O edital foi publicado em 2014.
Chamada pública
A chamada dos INCTs destina-se a pesquisadores de reconhecida competência nacional e internacional na sua área de atuação, beneficiários de bolsa de Produtividade em Pesquisa ou bolsa de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora, nível 1 CNPq ou perfil equivalente, com capacidade para liderar projetos complexos e com vários participantes, e liderança demonstrada por publicações de impacto em revistas científicas, patentes nacionais ou internacionais, e expressivo resultado em orientação de dissertações ou teses e supervisão de pós-doutores.
Em razão de suas especificidades, não há uma periodicidade pré-definida. Foram realizadas três chamadas até hoje: a primeira, em 2008 (Edital 15/2008), contemplou todas as áreas do conhecimento e propiciou a criação de 122 institutos nacionais. A segunda, em 2010 (Edital 71/2010), permitiu a criação de três institutos destinados a pesquisas no mar.
O comitê que vai analisar as propostas é composto por profissionais brasileiros e estrangeiros, como o professor de história na Universidade de Molise, na Itália e membro da Sociedade Italiana de Pedagogia, Alberto Barausse; o professor de química da Universidade de Buenos Aires, Argentina, e pesquisador do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet), Aníbal Disalvo; o físico e pesquisador da Comissão Nacional de Energia Atômica e membro da Academia de Ciências de Córdoba, Carlos Balseiro; o professor de neurociências do Instituto de Fisiologia Celular da Universidade Nacional Autônoma do México, Francisco Fernández de Miguel; o professor de agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Federizzi; o físico e presidente da Fundação Europeia de Ciência, Par Omling; e o economista e professor da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, Paulo de Freitas Guimarães; entre outros.
Homenagem
Após a reunião no CNPq, a ministra Emília Ribeiro acompanhou solenidade no Ministério da Defesa, onde o presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, foi agraciado com a Medalha Mérito Tamandaré pelo comandante da Marinha do Brasil, Eduardo Bacelar. A medalha é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido por Hernan Chaimovich em prol do desenvolvimento do país à frente do CNPq, por meio da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) e difusão do conhecimento. Nesta segunda-feira foi comemorado o Dia da Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha do Brasil.