| Em 18/05/2017

Projeto fomentado pela Fapeg desenvolve material didático sobre Parque das Emas

Produto do projeto “Fatores determinantes da diversidade, concordância e persistência interanual de comunidades vegetais e animais do Cerrado – Parque Nacional das Emas Sítio 13”, o I Volume da Coleção Biodiversidade do Parque Nacional das Emas (foto ao lado) será distribuído em escolas da rede pública e aos guias do Parque. O material tem como organizadores Rogério Pereira Bastos e Fausto Nomura e contou com o fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) para diagramação e impressão.

A intenção deste material, segundo professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Dr. Rogério Pereira Bastos, é levar o conhecimento da flora e fauna existentes no Parque e que, muitas vezes, não são conhecidas, mesmo por pessoas que moram próximas à região. “Existem poucas informações sobre a biodiversidade brasileira. Para preservar é preciso conhecer”, diz. Com uma linguagem didática, o leitor conhecerá mais sobre emas, lagarto-rabo-de-abacaxi, bate-caixa, mariposas, rã-pimenta, entre outras espécies presentes no Parque.

Além da entrega do livro, serão realizados, neste ano, cursos para professores da rede pública nos municípios de Mineiros e Chapadão do Céu, regiões onde o parque está presente. Segundo o professor Dr. Rogério Pereira Bastos, o objetivo é repassar as informações aos professores, que poderão ensinar aos alunos, garantindo que as novas gerações conheçam mais sobre o Parque das Emas, que é uma das principais reservas do Cerrado do Brasil situada no Sudoeste do estado.

O projeto
O projeto “Fatores determinantes da diversidade, concordância e persistência interanual de comunidades vegetais e animais do Cerrado – Parque Nacional das Emas Sítio 13” tem por objetivo monitorar espécies de anfíbios, morcegos, mariposas Arctiidae e angiospermas, além de aves e ácaros. Será abordada a avaliação de distúrbios que causam variações no funcionamento dos ecossistemas.

Professor Dr. Rogério Pereira Bastos informa que os estudos de campo tiveram início há seis anos e meio e a perspectiva é que prolongue por mais quatro anos. Segundo ele, é necessária uma análise histórica para avaliar de forma eficiente os efeitos de qualquer intervenção na fauna e flora das espécies estudadas.

“É preciso, por exemplo, analisarmos a série histórica de queimadas e comparar a persistência dos animais e vegetais”. Também estão sendo observadas as variações climáticas no planeta como o aquecimento global, que afeta diretamente a vida desses animais e plantas do estudo. Este projeto faz parte do Programa de Pesquisa Ecológicas de Longa Duração (Peld), e como próprio nome diz, é necessária a observação por alguns anos.

O projeto foi fomentado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio da chamada MCTI/ CNPq/FAPs nº 34/12 – Peld.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Fapeg (texto: Letícia Santana).

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