| Em 20/02/2019

Programa Água Doce beneficia 30 mil pessoas na Paraíba

Água de boa qualidade para as comunidades da zona rural da Paraíba. Essa é uma das prioridades do Governo do Estado para esse ano de 2019. Com esse intuito a Secretaria Executiva de Ciência e Tecnologia e a Fundação de Apoio à Pesquisa da Estado (Fapesq) estão empenhadas em manter a continuidade do Programa Água Doce na Paraíba, que este ano vai atender mais 15 municípios. O Programa é uma ação do Governo Federal, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, em parceria com cerca de 200 instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil, que atende prioritariamente comunidades rurais difusas localizadas no Semiárido Brasileiro.

Foram instalados e estão operando 50 dessalinizadores na Paraíba, com capacidade de produzir 30 mil litros de água potável por hora de funcionamento. Esses Sistemas estão distribuídos em 27 municípios e no ano de 2019 irá chegar a 42 municípios contemplados com Sistemas de Dessalinização do Programa Água Doce.  Nos 50 Sistemas operando, 4.257 famílias e 16.052 pessoas são beneficiadas diretamente, com a água do chafariz. Levando em conta as mais de 150 instituições (escolas, PSFs, UBSs, Igrejas, Associações, Prefeituras, etc) que recebem água para servir as pessoas que usufruem da instituição, e consequentemente desfrutam desse recurso, o número de beneficiários ultrapassa os 30 mil.

O Programa busca estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de boa qualidade para o consumo humano por meio do aproveitamento sustentável de águas subterrâneas, incorporando cuidados ambientais e sociais na gestão de sistemas de dessalinização. Na Paraíba, quem executa as ações do Programa é a Fapesq, através de equipe contratada e treinada, coordenada pela Secretaria de Infraestrutura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Estado, atendendo convenio firmado em 2011 com o Ministério do Meio Ambiente.

Para o presidente da Fapesq, Roberto Germano Costa, levar o Programa Água Doce para a população da zona rural paraibana é dar oportunidade de fomentar a economia de toda a comunidade beneficiada, através da agricultura, piscicultura, avicultura, entre outras atividades.

Os recursos para a execução do Programa são resultados de convênio firmado entre o Ministério do Meio Ambiente e o Governo do Estado, através da Secretaria de Recursos Hídricos e Secretaria de Ciência e Tecnologia, totalizando mais de R$ 22 milhões. Só em obras foram investidos R$ 9,4 milhões, e R$ 1,3 milhões em equipamentos.

A equipe contratada para a execução do Programa Água Doce diagnosticou 420 comunidades de 48 municípios, sendo selecionados 159 poços para testes de vazão, visando recuperar/instalar 93 Sistemas Simples de Dessalinização, que irão beneficiar aproximadamente 50 mil pessoas. Em cada comunidade selecionada é construído a casa de bomba; um abrigo de 3m x 5m para colocar o dessalinizador e bomba dosadora de cloro; instalados reservatórios de 5 mil litros para água bruta (poço), permeado (água dessalinizada) e concentrado (água excedente com alto teor salino); chafariz de água boa; chafariz para distribuição de água salina – quando solicitado pela comunidade; tanque de armazenamento do concentrado; e cocho de água para os animais – quando solicitado pela comunidade.

Além dos Sistemas Simples, também existe na Paraíba três Unidades Demonstrativas de Produção, que utilizam a água do concentrado na produção de peixes (tilápia) em dois tanques, além de um tanque de armazenamento para irrigação da erva-sal (Atriplex nummularia). Após o crescimento, essa erva é cortada, triturada e servida (misturada ou não) aos animais, preferencialmente cabras e ovelhas. Essas unidades estão localizadas em Amparo (Assentamento Fazenda Mata), Aroeiras (Assentamento Cachoeira Grande) e Sumé (Assentamento Tigre).

De acordo com o coordenador do projeto, Robi Tabolka, no quesito benefício, a população atendida terá água de qualidade para consumo humano, que além de ser dessalinizada, também é clorada. Esta água está livre de todas as doenças de veiculação hídrica que assolam a população, principalmente nos períodos inicias de chuvas. Além da diminuição com os problemas de doenças de veiculação hídrica (vírus e bactérias), também diminui os problemas com oscilação da pressão arterial e formação de pedras no organismo oriundas de água com excessos de certos minerais, afirmou ele.

Fonte: Ascom Fapesq.

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