| Em 07/12/2017

Presidente da Fundação Araucária representa o Confap no 16º Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação

Pesquisadores e estudiosos na área de ciência e tecnologia em saúde receberam no último dia (29) reconhecimento do Ministério da Saúde pela relevância das pesquisas para a saúde pública do país. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, entregou 32 premiações durante o 16º Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação, que aconteceu em São Paulo (SP). A premiação integra o evento Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde 2017 que promoveu discussões sobre os grandes avanços científicos, tecnológicos e inovadores em saúde. O presidente da Fundação Araucária, Paulo Brofman, representou o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) no evento.

“Precisamos conciliar que o preço das novas tecnologias não seja um fator impeditivo para o seu desenvolvimento. Estamos tratando de um grande desafio, que é permitir que os pesquisadores e empresários possam produzir essas funções tecnológicas para que todos nós possamos viver bem com os recursos que os SUS disponibiliza”, destacou o ministro Ricardo Barros.

Ao todo, 522 projetos se inscreveram para concorrerem aos prêmios que variam de R$ 20 mil a R$ 50 mil em cinco categorias: trabalho científico publicado, tese de doutorado, dissertação de mestrado, produtos e inovação em saúde, experiência exitosa do programa pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde – PPSUS. Estas duas últimas são as novidades da edição deste ano do prêmio, além da participação do vencedor do Nobel de medicina de 1998, o pesquisador Ferid Murad.

“Estão sendo premiados aqueles que conseguiram fazer com que suas inovações virassem produto de fato e que contribuísse com o desenvolvimento do Brasil. É necessário criar um ambiente favorável para que as pesquisas e produtos possam ser desenvolvidos e que favoreçam prontamente os usuários do SUS. Vamos avançar nesse rumo para dar um salto qualitativo nas pesquisas e conseguir mais espaço para as inovações”, afirmou Marco Fireman, Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

Os trabalhos foram avaliados em etapas distintas, nas categorias acadêmicas, a primeira fase é analisada por especialistas ad hoc e a segunda pela comissão julgadora, na categoria de Experiência Exitosa do Programa Pesquisa para o SUS, a primeira etapa se constitui de duas avaliações da FAP e SES de cada estado e a segunda pela comissão julgadora. Já a categoria de Produtos e Inovação em Saúde é analisada de maneira única pela comissão julgadora.

Até o ano passado, se inscreveram no prêmio 5.872 estudiosos, destes 370 foram premiados, sendo 63 com prêmio em dinheiro e 307 premiações com menções honrosas, fortalecendo o compromisso do Ministério da Saúde de incentivar a produção científica com o potencial de incorporação no Sistema Único de Saúde.

“É com muita satisfação que participo desta premiação, pois com essas pesquisas, a população é a grande beneficiada, pois é quem vai usufruir dos resultados destes estudos que visam à melhoria da qualidade de atenção à saúde. Estes investimentos possibilitam que avanços importantes sejam atingidos no que diz respeito ao desenvolvimento científico e tecnológico em saúde no País. Com destaque para a aproximação entre os sistemas federais e estaduais de saúde, ciência e tecnologia e a mobilização da comunidade acadêmica da área da saúde para o desenvolvimento de projetos de pesquisa em temas considerados prioritários para a população de diferentes regiões brasileiras”, destacou o presidente da Fundação Araucária, Paulo Brofman.

Homenagem – O Ministro da Saúde também entregou homenagens as estudiosas Vanessa Van Der Linden Mota, Maria de Lourdes Sousa Maia e Lygia da Veiga Pereira, que estiveram a frente de pesquisas que impactaram diretamente a saúde dos brasileiros.

A médica Vanessa Van Der Linden Mota foi uma das primeiras a identificar a relação da microcefalia com o vírus Zika. Já, a pesquisadora Maria de Lourdes Sousa Maia, exerce relevante trabalho da área de imunização e tem forte atuação no planejamento e desenvolvimento de projetos de pesquisa da vacina contra a febre amarela. Outra homenageada, a física Lygia da Veiga Pereira, considerada uma das cem brasileiras mais influentes, foi uma das protagonistas na aprovação do uso de células tronco embrionárias com finalidades científicas.

Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde 2017 – Durante os dois dias de evento participaram mais de 50 palestrantes renomados do país e do exterior, entre eles, Fariad Murad (Nobel, 1998), Christoph Thuemmler (Edinburgh Napier University); Phillip Scheinberg (Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo), entre outros.

O público esperado estimado foi de mais de 800 pessoas nos dois dias de evento, movimentando a área da saúde com perspectivas de novas parcerias nos aspectos: científico, inovação, financeiro e tecnológico.

Além disso, foram realizadas mais de 55 atividades entre palestras, painéis temáticos, rodas de conversas e exposições. O evento contou ainda com a Feira de Oportunidades que compreende cerca de 60 estandes de instituições financiadoras, universidades, indústrias e governo para apresentação de produtos de inovação e experiências bem sucedidas.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde e Assessoria de Comunicação da FA.

Fotos: Erasmo Salomão/MS.

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