| Em 20/08/2014

Presidente da Fundação Araucária ouve comunidade científica

Professores, pesquisadores e coordenadores de programas de pós-graduação da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) participaram, nesta quinta-feira (14), da palestra promovida pela Pro-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), com o presidente da Fundação Araucária, Paulo Roberto Slud Brofman, no auditório do PDE (Campus Uvaranas). O dirigente do órgão de apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico do Paraná fez um balanço dos investimentos feitos no setor nos últimos quatro anos, além de ouvir pontos de vista e reivindicações da comunidade científica da UEPG.

Brofman disse que sua presença na UEPG completa um ciclo iniciado em 2011, quando assumiu a presidência da Fundação Araucária e visitou as universidades estaduais para apresentar o seu plano de metas e ouvir da comunidade o que precisava e de que maneira queria que o órgão se conduzisse, colocando-se ele, também, na condição de professor e pesquisador. “É uma prestação de contas”, disse, lembrando que estabeleceu como compromissos de sua gestão o investimento em pessoas e idéias. Ele expôs dados evolutivos dos recursos aplicados, que ficaram aquém das demandas do setor, mas representam um salto no investimento em ciência, tecnologia e inovação no Estado.

Segundo o presidente da Fundação Araucária, em 2013, o Paraná investiu mais de R$ 2,5 bilhões ciência, tecnologia e inovação e no ensino superior. “É o segundo estado da federação em investimento do setor, atrás apenas de São Paulo, e bem a frente do terceiro colocado, a Bahia, com valor aproximado de R$ 900 milhões”, disse, comentando que “o investimento em ciência e tecnologia é a semente do desenvolvimento sustentável de uma nação”. Falou ainda sobre o crescimento da pós-graduação no Estado, com aumento significativo de qualidade refletido nas avaliações da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Nesse aspecto, citou o comprometimento dos docentes, como grande diferencial das universidades estaduais paranaenses.

De parte dos pesquisadores e coordenadores de programas de pós-graduação da UEPG, ouviu reivindicações como mais apoio aos cursos de doutorado com conceito ‘Capes 5’, que enfrentam dificuldades para se manter nesse patamar; bolsas para alunos estrangeiros; recursos para manutenção dos complexos multiusuários; apoio aos escritórios de assuntos internacionais, para consolidação das políticas de internacionalização das IES e programas de mobilidade estudantil; e lançamento de novas chamadas públicas, entre outras. Como resposta, pediu à comunidade universitária que municie a Fundação Araucária, com números e dados, revelando que negocia um acordo de R$ 150 milhões com a Capes. “Acredito que essas demandas possam ser atendidas nesse acordo”.

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UEPG, Benjamin de Melo Carvalho, agradeceu a presença do professor Paulo Brofman, principalmente, pelo diálogo franco que sempre manteve com a comunidade científica. “Sou testemunho da credibilidade que o senhor desperta junto aos órgãos de fomento do governo federal”, disse, destacando a atuação de Brofman na Fundação Araucária, sempre coerente com o discurso de quem se coloca, antes de tudo, como um pesquisador. Comentou também sobre a necessidade de apoio maior às estruturas multiusuárias que têm feito a diferença na evolução da pós-graduação no Estado, “comprovando que trabalhando juntos somos muito mais fortes”.

O reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas também se referiu à forma democrática que Paulo Brofman conduz as discussões e debates nos conselhos da Fundação Araucária. “Sempre colocando muito abertamente as dificuldades, ouvindo e atendendo as reivindicações dos reitores”, disse. Ressaltando os avanços obtidos pelo estado, tanto na produção científica quanto na qualidade dos programas de pós-graduação, a partir dessa política de diálogo aberto, disse ter a certeza de que Paulo Brofman vai continuar participando e desfrutando da amizade do meio científico paranaense porque – conforme suas palavras – jamais deixará de ser um pesquisador.

Fonte e Fotos: Assessoria de Comunicação da UEPG

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