A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) estabeleceu como ações centrais para 2014 a consolidação da estrutura organizacional, ampliação da internacionalização e forte atuação na inovação.
Para iniciar a execução das ações, a instituição conta com orçamento de R$ 350 milhões em 2014, dos quais R$ 141,2 milhões já foram reservados em 14 editais lançados somente no mês de janeiro.
Segundo o presidente da Fapemig, Mario Neto Borges, o lançamento deste pacote de editais no início do ano já é uma tradição da fundação. Ele afirma que para os pesquisadores, a iniciativa é possibilita avaliar as opções disponíveis e concorrer naquelas mais adequadas ao seu perfil ou projeto. Para a Fapemig, significa a possibilidade de se planejar melhor e ter mais dinamismo na apreciação e contratação dos projetos.
“Nossa expectativa é que a comunidade científica mineira encaminhe seus projetos e concorra aos editais que, no conjunto, beneficiam todas as áreas do conhecimento. Esperamos que as propostas sejam interessantes e inovadoras, beneficiando a ciência, tecnologia e inovação como um todo”.
O orçamento da Fapemig contemplará modalidades tradicionais como as bolsas, que vão da iniciação científica júnior ao pós-doutorado, projetos de pesquisa em atendimentos aos editais universais, apoio a eventos e publicações científicas, projetos estruturadores de CT&I do governo de Minas.
Além desses programas, Mario Neto destacou que os recursos ainda serão destinados a programas em cooperação. Entre as instituições parceiras estão a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). As parcerias internacionais são realzadas com11 países dos diversos continentes e com as empresas dentro da metodologia da Hélice Tríplice com o Sistema Mineiro de Inovação (SIMI).
Pós-graduação
Os trabalhos cooperativos receberam destaque na avaliação do presidente da Fapemig. Ele lembra que os esforços em conjunto com as instituições científicas mineiras permitiram a ampliação e fortalecimento do cenário da CT&I no estado, que hoje conta com pesquisadores competentes, grupos de pesquisa de excelência e programas de pós-graduação de nível internacional.
“Uma prova é o resultado da recente avaliação trienal da Capes dos cursos de pós-graduação. De 2007 a 2013, intervalo de duas avaliações trienais, Minas saltou de 17 cursos com conceito 6 para 36 cursos, um crescimento de 112%. E de sete cursos conceito 7, que equivale a padrão internacional, para um total de 17 – crescimento de 283%”.
COm Informe ABPTI