| Em 12/01/2017

Pesquisadores estudam aroma de frutas tropicais com potencial de exportação

Desenvolver produtos a partir de frutas tropicais brasileiras e manter as características aromáticas é o objetivo do projeto aprovado do professor doutor em Tecnologia de Alimentos, Narendra Narain. A meta é desenvolver novos produtos para exportação, impulsionando a economia sergipana.

O projeto foi aprovado na chamada do Chamada do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), que tem por objetivoapoiar atividades de pesquisa de alto impacto científico em áreas estratégicas. O INCT também tem o papel de contribuir para a formação de novas redes de cooperação científica interinstitucional de caráter nacional e internacional. Ao todo, 101 projetos foram aprovados, entre eles, um de Sergipe.

O professor Narendra Narain explica que a indústria de aromas vem crescendo e gerando grandes lucros. Segundo o pesquisador, o Brasil tem muitos produtos para oferecer ao mundo nesse segmento.

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“O nosso trabalho é obter produtos promissores para a exportação porque as frutas tropicais são raridades. O que é mais apreciado no mundo inteiro são frutas exóticas com cores e sabores diferentes. Nisso, o Brasil tem muitas frutas a oferecer ao mundo. A fruta largamente produzida no Sergipe, mangaba não existe em lugar nenhum no mundo. Quando você come, sente gomosidade na polpa. Essa característica vai ser muito aproveitada para fazer geleias e produtos para diabéticos por causa da goma”, enfatiza o pesquisador.

As frutas são classificadas pelo pesquisador como convencionais, a exemplo do abacaxi e da banana e frutas não convencionais, aquelas com aromas diferentes como cajá, umbu, graviola, açaí e acerola.

Segundo o pesquisador Narendra, o Laboratório de Flavore de Análises Cromatográficas da Universidade Federal de Sergipe (UFS) possui equipamentos sofisticados para determinar as substâncias do aroma das frutas. O desafio do estudo é manter nos novos produtos, o aroma inerente da fruta original.

“Temos que aprofundar muito as pesquisas na área de frutas tropicais para que possamos desenvolver novos produtos mantendo suas características sensoriais. Quando desenvolvemos novos produtos o maior desafio é manter as características originais”, enfatizou.

Parcerias

O projeto está sendo desenvolvido com recursos do Governo do Estado, através da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), junto com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Para o presidente da Fapitec/SE, José Heriberto Pinheiro, é um grande desafio para os pesquisadores sergipanos e algo promissor para a economia de Sergipe. “Um projeto que participou de uma chamada nacional e Sergipe foi agraciado com esse projeto sobre frutas tropicais. A expectativa é que ao final possamos ter produtos com frutas típicas de Sergipe e do Brasil com linhas para exportação”.

Cerca de sete universidades internacionais estão participando da pesquisa, além de universidades brasileiras de vários estados: Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade Federal do Ceará (UFC), Embrapa-CNPAT da Fortaleza, Universidade de São Paulo, Embrapa-CTAA do Rio de Janeiro e Universidade Federal Rural de Pernambuco. Também participam do estudo, quatro universidades dos Estados Unidos, um instituto do Canadá, Universidade de Copenhaguen, uma de Irlanda e outra da Alemanha. São universidades e institutos de pesquisa que possuem experiência nas diversas áreas de processamento não-térmico de alimentos com foco para retenção de aromas.
O pesquisador Narendra ainda afirma que está aberto para realizar mais parcerias. “Podemos pensar uma nova linha que o estado pode apresentar e podemos avaliar como podemos agregar aos produtos novos. O estado pode participar nos termos de laudos. Existem normas nacionais praticadas em relação à comercialização de alguns produtos e a qualidade destes pode ser verificada nos produtos elaborados no Estado de Sergipe. O nosso estado pode ser pequeno, mas em termo de tecnologia temos produtos mais caros. Estou aberto para qualquer pesquisa para que o estado sugira”, pontuou.

 

Fonte: Adriana Freitas  – Assessoria de Comunicação/FAPITEC/SE

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