| Em 20/10/2020

Pesquisador estuda alternativas para aumentar a capacidade da energia solar em Mato Grosso do Sul

 

Foto: Divulgação

Uma das maiores promessas de recurso renovável do mundo, a energia solar tem se popularizado na América do Sul e atraído a atenção de pesquisadores, como é o caso do professor da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), Sandro Márcio Lima. Com apoio da Fundect e CNPp, Lima coordena um Pronex (Programa de Apoio aos Núcleos de Excelência), que investiga como melhorar a eficiência da conversão da energia solar em energia elétrica, mas sem aumentar os custos para o cliente.

De acordo com Lima, apesar da popularização da energia solar, as placas ainda funcionam com apenas 20% da capacidade, por isso, a necessidade de buscar alternativas que aumentem a eficiência do recurso. “Nós pesquisamos materiais que são utilizados para contribuir e melhorar a eficiência de conversão da energia solar com a energia elétrica. A energia solar atualmente está na moda. A gente vê as placas sendo instaladas, usinas sendo criadas, muitas inclusive aqui no Estado, mas o que acontece é que essas placas não são nacionais, são importadas”, explica o pesquisador.

Para Lima, as placas poderiam ter uma eficiência ainda maior se fossem planejadas de acordo com as especificidades nacionais. “As testagens pelas quais as placas passam para ver a eficiência de aproveitamento são de lugares com radiação solar muito diferente da nossa região, a maioria é da Alemanha, onde não há a insolação que temos aqui. No Brasil nós temos condições de aproveitar melhor essa tecnologia, porém, não aproveitamos mais do 20% da energia solar para gerar energia elétrica. Tem esse gargalo e ainda não melhoramos a eficiência. Isso é no mundo, não é apenas no Brasil que não conseguimos. Desde a década de 70 que se tenta aprimorar esse dispositivo para melhor converter essa energia solar em energia elétrica e não consegue”, ressalta.

Ainda de acordo com o pesquisador, quando há o aumento da eficiência, o custo também é elevado. “Já trocaram alguns materiais, fizeram vários dispositivos semicondutores para tentar melhorar e quando conseguem 1% ou 2% de melhorias, elevam o custo em 3 vezes. Nossa pesquisa dentro do Pronex é justamente tentar melhorar essa eficiência da energia solar desenvolvendo materiais inorgânicos, como vidros e cristais, que possam ter condições de absorver a luz solar eficientemente e converter para que o semicondutor tire maior proveito disso”, frisa.

O processo é totalmente luminoso. “É luz solar que entra no material e o material gera luz também, em uma outra frequência. Precisamos ter um material que absorva a luz solar visível e converta para o infravermelho, que é aonde os semicondutores trabalham mais eficientes. Então nós tentamos desenvolver e caracterizar esses materiais dentro do nosso Pronex. Nós já investigamos cinco materiais e estamos trabalhando para a nossa primeira patente, para essa finalidade”, pontua.

 

Fonte: FUNDECT (Texto: Naiane Mesquita/Fundect)

 

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