| Em 07/04/2016

Pesquisa propõe modelo para combater incêndios florestais

Construir um modelo matemático para prever diariamente o risco de ocorrência de incêndios florestais em Sergipe é um dos objetivos da pesquisa desenvolvida pelo Doutor em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Benjamin Leonardo Alves White. O estudo vem sendo desenvolvido no Departamento de Biociências da Universidade Federal de Sergipe (UFS), no Campus Itabaiana, com auxílio de professores e alunos.

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De acordo com dados do satélite de referência Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE),  entre 1999 e 2015 foram registrados 2.600 focos de calor no estado de Sergipe. Embora esse valor não represente o número real de incêndios/queimadas, observa-se uma tendência de crescimento no número de focos de calor ao longo dos últimos 16 anos avaliados. O pesquisador Benjamin White alerta que o crescimento da ocorrência de incêndios florestais no estado representa um risco para a conservação da biodiversidade local, causando danos para a fauna e a flora, além de gerar custos de ordem econômica.

Apesar dos grandes problemas provocados pelos incêndios florestais, o tema ainda é pouco estudado, principalmente, em Sergipe. Segundo o pesquisador Benjamin, a proposta é criar um modelo de risco que seja capaz de identificar, diariamente, qual a probabilidade de ocorrência de incêndios florestais para uma determinada região do estado.

“A ocorrência de incêndios florestais está diretamente relacionada com o teor de umidade do material combustível florestal, ou seja, com a quantidade de água presente na biomassa vegetal que irá queimar. Essa quantidade de água, por sua vez, dependerá das condições meteorológicas vigentes. Por exemplo, se a temperatura do dia está alta, a umidade relativa do ar está baixa e há muitos dias não chove, então a umidade do material combustível florestal estará muito baixa e, consequentemente, o risco de ocorrência de incêndio florestal será maior. Então, parte do nosso trabalho é avaliar as condições meteorológicas e correlacionar com o teor de umidade do material combustível florestal. Para tal, atualmente contamos com cinco estações meteorológicas distribuídas no estado.”

Incêndios em Sergipe

O pesquisador alerta que há muitas ocorrências nos municípios sergipanos, principalmente, nos meses de dezembro a março. Ao longo dos últimos 16 anos, o município de Tobias Barreto apresentou o maior número de focos de calor, seguido pelos municípios de Lagarto, Gararu, Itaporanga d’ Ajuda e Poço Redondo.

Segundo o pesquisador Benjamin White, com base no modelo matemático de estimativa do risco de incêndios florestais, desenvolvido através de seus estudos, será construído um software que será cedido aos órgãos responsáveis pela prevenção e combate a incêndios dentro do estado de Sergipe. A sua correta utilização poderá minimizar a ocorrência de incêndios florestais e, consequentemente, reduzir seus impactos negativos ambientais e econômicos.

Fonte: Assessoria de Comunicação Fapitec/SE

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