O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, defendeu nesta segunda-feira (7) que a produção científica gere riquezas para o país e bem-estar para a população. A declaração foi feita durante aula inaugural do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). Segundo o ministro, o novo Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação foi criado para aproximar as universidades do setor produtivo, tornando o processo de inovação mais dinâmico.
“Temos muita produção de papéis e teses de mestrado e doutorado, mas precisamos transformar isso em bem-estar social, que isso se reflita no sistema produtivo, gerando produtos e riquezas”, disse Pansera. “O sistema acadêmico precisa dialogar melhor com o sistema produtivo, principalmente o inovador”, acrescentou.
O ministro explicou ainda que o Marco Legal de CT&I vai facilitar as importações de equipamentos para laboratórios, reduzir a burocracia e ampliar o tempo máximo que os professores das universidades federais poderão trabalhar em projetos junto à iniciativa privada, além de permitir que centros como a Coppe e a UFRJ entrem como sócios minoritários de empresas para projetos de inovação. “São algumas das alterações que essa lei traz e que terão impacto muito grande na pesquisa e na inovação daqui a poucos anos.”
Pansera abordou ainda a expansão das redes de pesquisas no Brasil e no exterior, possibilitando a troca de conhecimento entre cientistas. “Há um esforço muito grande para distribuir os centros de pesquisa, para que não fiquem tão concentrados no Sudeste e Sul do país e aumentem a participação de pesquisadores”, afirmou.
Depois da aula inaugural, o ministro Celso Pansera conheceu o projeto do ônibus elétrico, do Laboratório de HidroGênio (LAB H2), e as instalações do Laboratório de Tecnologia Oceânica da UFRJ, considerado uma referência em pesquisa e desenvolvimento.