| Em 21/03/2016

Pesquisa cria detergente capaz de matar larvas do Aedes aegypti

Uma pesquisa feita por alunos da Universidade de São Paulo (USP) em Lorena (SP) criou um produto que pode ajudar a reduzir a proliferação do mosquito Aedes aegypti – causador de dengue, zika e chicungunya.  Eles desenvolveram um detergente que quando em contato com as larvas do mosquito é capaz de desfazê-las O produto foi patenteado e aguarda o investimento de empresas para entrar no mercado.

O inseticida foi descoberto em 2012 e o produto, pronto para o mercado, foi finalizado em fevereiro deste ano.

Segundo o aluno Paulo Franco, doutorando em biomedicina e um dos responsáveis pelo projeto, o objetivo inicial da pesquisa era criar um inseticida que não atingisse o meio ambiente ou os animais durante o uso e também na produção. O produto foi desenvolvido com micro-organismos que são cultivados com o bagaço da cana de açúcar.

Em contato com a água, o produto reduz a tensão da superfície, o que desestabiliza as larvas – fazendo com que elas afundem. Além disso, as larvas se desfazem em até 48 horas. “O detergente em água faz com que reduza a tensão superficial, então tudo que tem nessa superfície ela afunda [o mosquito se desenvolve na superfície]. O produto não deixe que a larva chegue até a fase de mosquito, que pode transmitir a dengue”, explicou Paulo. A pesquisa é supervisionada pelo professor Doutor Silvio Silvério da Silva.

Fotos mostram larvas antes e depois da aplicação do detergente – elas se desfazem (Foto: Divulgação/USP)

 

A eficácia do produto já foi comprovada, segundo o pesquisador e o trabalho rendeu ao doutorando a seleção para a final do prêmio Idea to Product, organizado pela Universidade do Texas. Segundo Franco, desde o ano passado o inseticida está disponível para laboratórios.

“Dependemos que alguém compre a nossa ideia para poder chegar ao resultado, que é minimizar os impactos da dengue. A questão maior é que a doença atinge países de clima quente e, em maioria, está presente em lugares subdesenvolvidos, o que limita o mercado. Mas ainda temos esperança”, disse.

Região
Na região, Taubaté enfrenta o pior cenário da doença e  decretou epidemia neste ano. A cidade tem mais de 700 casos da doença. Além disso, a cidade tem 18 casos suspeitos de vírus da zika e um confirmado da doença.

Em São José dos Campos, apesar do número menor de casos, a cidade ultrapassa 500 confirmados. Além de 13 casos de pessoas infectadas pelo vírus da zika e cinco casos de febre chikungunya.

Em Tremembé, segundo a vigilância epidemiológica, são 111 casos positivos da doença, sendo 109 autóctones e dois importados

 

Fonte: G1 Vale do paraíba e Região

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