| Em 03/01/2018

Pesquisa avalia pacientes com resistência à cloroquina usada no tratamento da Malária por Plasmodium Vivax

A resistência in vivo à cloroquina usada no tratamento da malária causada por Plasmodium vivax, uma das espécies causadoras da doença, foi à base de uma pesquisa científica realizada na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). O estudo caracteriza o mecanismo de resistência in vivo à cloroquina e tentar fazer a triagem de um biomarcador, ou seja, um procedimento para que no momento da triagem do paciente seja possível detectar se o paciente apresenta ou não resistência à droga.

O estudo intitulado ‘Busca de biomarcadores para detecção de resistência clinica a cloroquina em pacientes com malária por P. vivax’ avaliou 260 pacientes com a doença, de 2013 a 2014. Dos métodos usados para diagnóstico da malária três pacientes apresentaram resistência in vivo utilizando PCR ultrassensível e nenhum pela gota espessa.

A coordenadora do estudo, a Doutora em Medicina Tropical pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Gisely Cardoso de Melo, disse que durante a pesquisa os pacientes atendidos pela FMT-HVD foram caracterizados como resistentes, ou seja, que não respondem à droga cloroquina utilizado para tratamento do Plasmodium vivax.

Entre os métodos usados para diagnosticar a resistência à droga o PCR ultrassensível foi mais eficaz na hora de detectar a resistência da droga do que o método por gota espessa e o PCR convencional.

“Os pacientes que voltavam a ter malária era confirmado se eles eram realmente resistentes à droga com a dosagem da cloroquina e desetilcloroquina no sangue no D28”, disse a pesquisadora.

Gisely informou ainda que nos pacientes que apresentaram resistência foi realizado a caracterização molecular, ou seja, a biomarcadores relacionados com o plasmodium para ver qual o mecanismo que desencadeava a resistência à cloroquina.

“Observamos que os pacientes resistentes à cloroquina tinham aumento da expressão de dois genes relacionado à resistência dos transportadores de droga e observamos que a expressão gênica estava aumentada nesses dois genes e que foi desencadeada pela inserção de 19 pares de bases seguidas 4 repetições AAG. ”, disse.

PPSUS
O Programa de Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde (PPSUS) é realizado pelo Governo do Estado do Amazonas, por intermédio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (Decit/SCTIE/MS), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com a Secretaria de Estado da Saúde do Estado do Amazonas (Susam).

O objetivo do programa é financiar projetos de pesquisa que promovam a melhoria da qualidade da atenção à saúde no Estado do Amazonas no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), representando significativa contribuição para o desenvolvimento da CT&IS local.

Fonte: Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon) da Fapeam.

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