| Em 10/02/2016

Nanotecnologia ajuda agricultores a reduzir o uso de água e luz

A nanotecnologia apresenta um enorme potencial para renovação de setores tradicionais da economia, e seu uso permite atribuir, cada vez mais, novas funcionalidades. Para se ter uma ideia, hoje, são mais de 600 itens desenvolvidos com esta técnica que trabalha com dimensões reduzidíssimas, na casa do nanômetro, isto é, de 10-9 metros = 0,000000001 metros, algo como um grão de areia diante do litoral brasileiro inteiro.

 

A técnica, quando aplicada em conjunto com outras medidas, pode ajudar a resolver inúmeros problemas, permitindo o desenvolvimento sustentável, principalmente quando o assunto é meio ambiente, agricultura, biodiversidade, áreas fundamentais para o futuro da vida do homem.

 

Um dos segmentos que vem usando esta tecnologia para atender à crescente demanda da população por alimentos nutritivos, seguros, e que enfrenta desafios como limitada disponibilidade de terra e recursos hídricos, é a agricultura, atividade que mais consome água no mundo.

 

Levando em consideração todos esses itens, a Sencer, empresa de tecnologia que atua, em parceria com a Universidade de São Carlos, no segmento de agricultura de precisão, desenvolveu um aplicativo que permite monitorar o solo, analisando quando e onde precisa ser irrigado.  “O diferencial desta solução está nos sensores, que foram desenvolvidos baseados em nanotecnologia”, explica o CEO Valdir Pavan.

 

Seca, excesso de chuva, tempo seco são variações meteorológicas que acometem todo o tipo de produção agrícola, independente do seu porte, e que influenciam no preparo do solo, a semeadura, a adubação, a irrigação, as pulverizações, e também no uso de fertilizantes. “ Por isso, o desenvolvimento de ferramentas que auxiliem o planejamento e o processo de tomadas de decisão que resultem em menores impactos ambientais e no aumento da resiliência da agricultura, tem sido o objetivo da Sencer”, afirma Pavan.

 

É fundamental estabelecer o momento certo de iniciar as irrigações e a quantidade de água que será usada. Estas, são premissas básicas do manejo coerente da irrigação. “O desenvolvimento de ferramentas que auxiliem no planejamento e no processo de tomadas de decisão, tornaram-se fundamentais para o crescimento de uma agricultura mais resistente e sustentável”, destaca o CEO.

Fonte: OFFICE 3

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