| Em 19/10/2016

Moradores de rua de Parintins são alvo de pesquisa de Pibic

Realizada no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), a pesquisa “Sem trabalho, sem teto: Análise das estratégias de sobrevivência das pessoas em situação de rua do município de Parintins”, teve como foco moradores de ruas do município parintinense, que costumam se concentrar na rua Armando Prado, na praça da prefeitura e no bairro da Francesa.

Concluído em julho deste ano, o estudo pretende contribuir para o aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas para moradores de rua. A pesquisa foi realizada pela estudante universitária do curso de Serviço Social da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Cassia Karimi Vieira Cativo, sob a orientação da professora Andreza Weill Gomes Weil.

[cml_media_alt id='11180']pesquisa-parintins[/cml_media_alt]

Segundo a orientadora da pesquisa, o interesse pelo tema surgiu a partir da identificação do alto índice de pessoas que vivem na condição de morador de rua em Parintins. A proposta buscou contribuir com o poder público no aperfeiçoamento de políticas públicas e inclusão desses sujeitos na sociedade.

“O estudo foi desafiador, considerando que abordagem às pessoas em situação de rua não é algo simples, uma vez que estes se dizem cansados de sua invisibilidade diante da sociedade e do poder público”, relata a professora.

De acordo com Andreza Weill, a partir do estudo foi possível chegar aos seguintes resultados: o município desconhece a realidade das pessoas em situação de rua e isso inviabiliza a efetivação da política nacional para esta população; desemprego, dependência química, rompimento dos vínculos familiares são os principais fatores que levam a pessoa a ir para as ruas.

“O estudo proporcionou visibilidade para tal situação e para que a política pública possa ser aplicada. Além disso, sensibiliza a população para a necessidade de uma organização social por meio de grupo de apoio a pessoas em situação de rua. Os resultados poderão ser usados para aperfeiçoamento e efetivação da política nacional para população em situação de rua”, destacou Andreza.

Para a graduanda em Serviço Social, Cassia Karimi, além de proporcionar uma experiência única no mundo da pesquisa, o Pibic também possibilitou a imersão dela no ambiente na qual pretende atuar no futuro. “Foi uma experiência satisfatória, uma vez que contribuiu para meu amadurecimento intelectual e profissional. Além disso, a pesquisa proporcionou o conhecimento da realidade onde futuramente irei atuar”, disse a universitária.

Fonte: Agência FAPEAM

Leia também

Em 06/10/2026

Fapepi vai investir mais de R$ 3 milhões em startups piauienses através do Programa Centelha 3

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), empenhada em estimular o empreendedorismo e à inovação no território piauiense, teve orçamento de R$ 3.008.000,00 (três milhões e oito mil reais) aprovado para investir na terceira edição do Programa Centelha. A iniciativa, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela […]

Em 05/10/2026

O que os movimentos do corpo podem revelar sobre os níveis de ansiedade?

Vida corrida, pressão diária e incertezas fazem parte da rotina de muitas pessoas. Mas será que os movimentos do nosso corpo, registrados por um smartwatch, podem ajudar a identificar diferentes níveis de ansiedade? Foi justamente essa pergunta que levou pesquisadores do Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense (UFF) a investigar se técnicas de Inteligência […]

Em 02/10/2026

Nova ferramenta de IA prevê rota e intensidade de tempestades em curtíssimo prazo

Saber com exatidão a rota de uma tempestade e a intensidade da chuva para os próximos 30 minutos deixou de ser um desafio que exige supercomputadores. Uma nova ferramenta – desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP) e denominada TITAN-LSTM – une dados de radares meteorológicos e inteligência artificial para realizar previsões de curtíssimo prazo, […]

Em 30/09/2026

Aplicativo gratuito auxilia portadores do espectro autista nas tarefas diárias

Tudo começou durante uma conversa com um sobrinho de 5 anos, que cuida de um tamagotchi. Para quem não lembra, o tamagotchi é uma espécie de pet digital, um famoso bichinho virtual que virou uma febre mundial nos anos 90. Usado por quem não pode (ou não quer) ter um pet de verdade, também exige […]