| Em 21/01/2016

MCTI recebe primeiros resultados da pesquisa sobre a fosfoetanolamina

Na terça-feira (19), o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, se encontrou com os pesquisadores João Batista Calixto, do Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP), e Eliezer Barreiro, do Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lassbio/UFRJ), para tratar do andamento das pesquisas com a fosfoetanolamina. Durante o encontro foram apresentados os resultados dos primeiros testes com a molécula, conduzidos pelo Lassbio. Também participou da reunião o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento da Pasta, Jailson de Andrade.

Os especialistas do Lassbio fizeram testes com a substância cedida pela Universidade de São Paulo (USP), além de seguir os passos de desenvolvimento da fosfoetanolamina com base na patente depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e de sintetizar a substância pura. Nos próximos dias serão divulgados os resultados consolidados desta primeira parte da pesquisa.

Com esses elementos, em breve se inicia a fase de testes clínicos em células cancerígenas e em animais, a ser conduzida pelo CIEnP e pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (NPDM/UFC). Esta etapa servirá para avaliar uma possível toxicidade da fosfoetanolamina para o uso humano.

“Vamos trabalhar com a análise dessas substâncias pelo CIEnP e pelo NPDM e vamos trabalhar com a parte de análise de células, usando células humanas e também animais de laboratório. Isso está dentro da nossa expectativa, de no prazo mais curto possível ter a resposta de que tenhamos, ao menos, a segurança de que ela não é tóxica para o uso humano”, explicou o ministro Celso Pansera.

Lançamento

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou um site sobre os estudos realizados com a fosfoetanolamina (FOS) para determinar a segurança e a eficácia da substância no tratamento do câncer. Pelo site é possível acompanhar as etapas das pesquisas desenvolvidas pelos institutos credenciados para conduzir os estudos, além dos relatórios do Grupo de Trabalho (GT) instituído pelo Ministério da Saúde, no ano passado.

O GT foi criado a partir da ampla repercussão da distribuição da fosfoetanolamina para fins terapêuticos no tratamento do câncer pelo Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC/USP). Além do Ministério da Saúde, participam do Grupo de Trabalho representantes do MCTI, Instituto Nacional do Câncer (Inca), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pesquisadores responsáveis pelo pedido de patente da FOS no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

Prestação de contas

Relatório de Atividades do Grupo de Trabalho sobre a Fosfoetanolamina, publicado no site, cita o repasse de R$ 2 milhões pelo MCTI para três laboratórios credenciados financiarem as etapas iniciais das pesquisas. São eles o Centro de Inovação e Ensaios Pré-clínicos (CIEnP), de Florianópolis (SC), o Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (NPDM/UFC) e o Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASSBio/UFRJ). No total, o MCTI vai investir, em três anos, R$ 10 milhões nos estudos da fosfoetanolamina.

De acordo com o documento, os laboratórios selecionados possuem infraestrutura de “padrão internacional e estão capacitados para desenvolver pesquisas em conformidade com os critérios estabelecidos pelas principais agências regulatórias internacionais”.

Desde a criação do GT, cinco reuniões foram realizadas para discutir um plano de ação envolvendo as etapas de síntese, estudos pré-clínicos e ensaios clínicos com a FOS. Um cronograma foi definido para a conclusão de 80% dos estudos pré-clínicos em sete meses, a partir da distribuição de amostras da molécula aos laboratórios credenciados, o que ocorreu em dezembro de 2015.

“Esses estudos serão rigorosamente desenvolvidos para fornecer dados científicos concretos acerca da segurança e da eficácia da FOS”, diz o relatório divulgado pelo GT.

O documento também esclarece que “não será atribuição do Ministério da Saúde e do MCTI participar das etapas de formulação, produção, qualidade e do desenvolvimento dos estudos clínicos para fins do registro da FOS como medicamento”.

Fonte: MCTI

 

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