| Em 08/09/2023

Instituto Serrapilheira seleciona futuros cientistas para curso em ecologia quantitativa

Alunos da edição de 2023 do curso durante imersão na Amazônia. (Foto: Divulgação/Instituto Serrapilheira).

Instituto Serrapilheira abriu as inscrições para seu Programa de Formação em Ecologia Quantitativa. Com a iniciativa, o instituto busca alunos de qualquer área do conhecimento em início de carreira e que tenham interesse em se aprofundar nos diversos subcampos da ecologia. Os candidatos devem ter capacidade de trabalhar em equipe, curiosidade para aprender novos conceitos e métodos e disposição para colaborar com o desenvolvimento de novas atividades. As inscrições podem ser feitas até 22 de setembro, às 17h, pelo site do Serrapilheira. O edital completo está disponível neste mesmo link.

“O campo da ecologia é estratégico para o Serrapilheira porque acreditamos que o desenvolvimento do Brasil depende da capacidade de entender e preservar seus ecossistemas tropicais”, destaca Hugo Aguilaniu, diretor-presidente do instituto. “É essencial que a ciência brasileira, de modo geral, abrace a transdisciplinaridade e que os campos da biologia, informática, humanidades e economia conversem cada vez mais para encontrar soluções sustentáveis para nossos ecossistemas”, completa.

A formação inclui dois módulos: um teórico e um empírico. No módulo teórico, os alunos passam por um treinamento intensivo em ferramentas quantitativas usadas na ecologia e desenvolvem um projeto com modelagem matemática. Eles vão se aprofundar nos diferentes campos da pesquisa em ecologia por meio de aulas expositivas, aprendizado de ferramentas quantitativas e sessões de discussão com cientistas que atuam em centros de pesquisa de excelência no mundo todo.

Estão previstos ainda seminários, palestras, workshops e encontros com pesquisadores de diversas instituições de todo o mundo.

O curso teórico será presencial no Rio de Janeiro. Os candidatos devem ter, portanto, disponibilidade para permanecer na cidade de 8 de janeiro a 8 de março de 2024. O Instituto Serrapilheira irá providenciar a hospedagem, e os selecionados também terão uma ajuda de custo no valor total de R? 3.000 para cobrir gastos com transporte e alimentação. O programa irá custear as passagens de ida e volta de alunos de outras cidades do Brasil para a capital fluminense.

Pessoas com o mestrado em andamento ou concluído em qualquer área do conhecimento, em uma instituição de ensino superior do Brasil, poderão se candidatar a uma das 30 vagas do programa, que terá início em janeiro de 2024 e duração de dois meses. Quem está cursando ou já concluiu a graduação também é elegível.

Curso de campo

Ao final dos dois meses do módulo teórico, os estudantes serão convidados a se inscrever na segunda etapa da formação, o módulo empírico. Dos 30 alunos, 16 serão selecionados para essa fase do curso de campo, que terá duração de três a quatro semanas. A imersão ocorrerá em dois biomas diferentes: Mata Atlântica e Amazônia.

“É um curso de campo que leva em conta a parte teórica de modelagem matemática e a parte prática, de coleta de dados e observação de padrões na natureza”, explica Flávia Marquitti, coordenadora científica do Programa de Formac?a?o em Ecologia Quantitativa. “Essa mistura de alunos e a formação interdisciplinar permite que eles dialoguem intensamente e proponham soluções para os problemas encontrados”, completa.

Alunos na Mata Atlântica durante o curso de campo de 2023. (Foto: Divulgação/Instituto Serrapilheira)

Na edição de 2023 do programa, os alunos aprenderam, ao longo de 20 dias na Mata Atlântica e Amazônia, como é feita a atividade de campo e entenderam como fazer o relato acadêmico dessa experiência prática, utilizando as ferramentas quantitativas para testar os modelos desenvolvidos ou criar modelos a partir dos fenômenos observados diretamente na natureza.

Tiffany Vilca Wanderley, estudante da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), foi uma das participantes do curso de campo.”Foi algo que eu nunca imaginei viver. Foi simplesmente genial essa ligação que fizeram entre trabalho de campo e teórico envolvendo modelagem matemática. Estive em contato com colegas e professores incríveis. Além de conseguir visualizar um novo caminho que posso seguir como pesquisadora da região amazônica, essa rede de pesquisadores de vários lugares do mundo é algo extremamente valioso para mim”, comenta.

Sobre o Serrapilheira

Criado em 2017, o Instituto Serrapilheira é uma instituição privada, sem fins lucrativos, que promove a ciência no Brasil. Foi criado para valorizar o conhecimento científico e aumentar sua visibilidade, ajudando a construir uma sociedade cientificamente informada e que considera as evidências científicas nas tomadas de decisões. O instituto tem três programas: Ciência, Formação em Ecologia Quantitativa e Jornalismo & Mídia. Desde o início de suas atividades, já apoiou financeiramente mais de 300 projetos de ciência e de comunicação da ciência, com mais de R? 80 milhões investidos.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação – Serrapilheira

 

SIGA O CONFAP NAS REDES SOCIAIS:  

    

Leia também

Em 20/04/2026

Governador do Tocantins nomeia Gilberto Ferreira como presidente da Fapt

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, nomeou Gilberto Ferreira dos Santos como novo presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Tocantins (Fapt). Ele assume o cargo após atuar como vice-presidente executivo da instituição, reforçando a continuidade das ações estratégicas voltadas ao fortalecimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Estado. Servidor efetivo […]

Em 20/04/2026

Valdir Cechinel Filho é o novo presidente da Fapesc

O professor Valdir Cechinel Filho, atual vice-diretor presidente da Fundação Univali e vice-reitor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), foi indicado pelo governador Jorginho Mello como novo presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Ele substitui Fábio Wagner Pinto, que assumiu a Secretaria de Ciência, Tecnologia […]

Em 20/04/2026

Governo de Minas investe em pesquisas para a prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT)

Gerar conhecimento e oferecer tratamentos e aconselhamento à população é o trabalho do Centro Multiusuário de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) do Centro-Oeste, no campus Divinópolis da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg).  Ao todo, mais de R$ 5,4 milhões já foram destinados às atividades do Centro pelo Governo de Minas, por meio da Fundação de Amparo à […]

Em 17/04/2026

Startup desenvolve kit teste rápido para identificar picada de cobra

No Brasil, existem quatro gêneros de serpentes peçonhentas. São elas as responsáveis pelos quase 30 mil acidentes ofídicos que ocorrem, em média, a cada ano no País, especialmente na região amazônica, ocasionados, na maioria dos casos, por jararacas. Os quatro gêneros – Bothrops (jararacas, urutus), Crotalus (cascavéis), Lachesis (surucucus) e Micrurus (corais-verdadeiras) – podem causar […]