| Em 09/03/2017

Homenagem ao presidente do CONFAP marca a abertura do Fórum

Após depoimentos de representantes de agências estaduais e federais de CTI e representantes da União Europeia, a  cerimônia de abertura do Fórum CONFAP culminou com a entrega de uma placa de agradecimento a Sergio Gargioni, presidente do CONFAP (Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa), cuja segunda gestão no Conselho termina dia 16 de março. Ele foi reconhecido pelos participantes do evento que acontece em São Paulo, entre eles  seu predecessor na presidência, Mario Neto Borges, atual presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que fez um resumo das ações realizadas no âmbito nacional  e lembrou missões internacionais que deram ao CONFAP a visibilidade que o Conselho tem hoje, inclusive fora do país.

Por sua vez, Marcos Cintra, presidente da FINEP  (Financiadora de Estudos e Projetos) citou  “a enorme dedicação e o trabalho prolífico de Gargioni”, acrescentando: “gostaria de agradecer em nome do Brasil a seriedade com que tem desempenhado esse papel”. Algumas da imagens que marcaram os 4 anos de gestão emocionaram Gargioni, que continua até 2018 como membro do CONFAP por ser presidente da FAPESC ( Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina).

Origens do CONFAP

No discurso feito antes da homenagem, Gargioni havia destacado a figura do engenheiro e professor Francisco Romeu Landi, que teve papel fundamental na formação do que é hoje o CONFAP. Ele constituiu o primeiro Fórum das FAPs e foi nomeado seu coordenador em 1998, durante a 50ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência). Naquele primeiro encontro do chamado Fórum das Fundações e Entidades de Amparo à Pesquisa dos Estados e Distrito Federal, 10 das FAPs que estavam constituídas na época ratificaram a Carta de Natal.

No mesmo ano, em sua segunda reunião, o Fórum das FAPs reuniu-se em São Paulo – junto com o Fórum dos Secretários Estaduais de CTI, hoje CONSECTI. No encontro foi aprovada a Carta de São Paulo, que teve como título “Proposta para uma Política de Inovação Tecnológica”. Em 2001, outra reunião em São Paulo serviu para aprovar o Estatuto do Fórum das FAP e para nomear Landi presidente. Ele foi reconduzido à presidência do Fórum das FAPS, em 2003, novamente na capital paulista, cargo que ocupou até falecer, em 2004.  Dois anos depois, o Fórum Nacional das FAPs, que precisava de uma sigla, virou Confap, Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, conforme se lê na sua ata de criação.

Representação internacional na abertura

Num vídeo exibido durante o fórum, o Prof. Jean-Pierre Bourguignon, do  European Research Council (ERC), falou: “é muito importante para o ERC que estejamos desenvolvendo relações com outros países. Eu fiquei muito satisfeito que pudemos assinar um acordo com o CONFAP, que torna possível para pesquisadores brasileiros, ou pesquisadores atuando no Brasil, visitarem equipes do ERC. Tenho certeza que esta será a base para um intercâmbio crescente e maior colaboração  entre cientistas brasileiros e cientistas que trabalham na Europa”. Assista ao vídeo:

“Jovens talentos brasileiros poderão unir forças com os europeus, ainda mais depois com o acordo com CONFAP assinado pelo Prof. Gargioni com o ERC, órgão de excelência no financiamento à pesquisa que tem estratégia de abertura ao mundo, para responder aos desafios à sociedade”, disse João Gomes Cravinho, Embaixador da União Europeia no Brasil, que também esteve presente na abertura do primeiro fórum do ano.

Após a abertura do evento, o diretor presidente da anfitriã FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) Carlos Américo Pacheco  apresentou a palestra “CTI no Mundo e a atuação da FAPESP como fomentadora da pesquisa em São Paulo”.

Desafios para C&T&I para São Paulo e no Brasil – Carlos Henrique de Brito Cruz

Fonte: Coordenadoria de Comunicação do CONFAP

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