| Em 22/01/2018

Governo do Ceará vai destinar 1,01% da receita tributária líquida para a Funcap

O governo do Ceará vai destinar 1,01% da receita tributária líquida do Estado do Ceará para a Funcap, neste ano de 2018. O governador Camilo Santana assumiu o compromisso de chegar a 2% dessa receita, como manda a Constituição, gradativamente, em um período de 10 anos. O repasse desses recursos representará, no final de 2027, mais de 3 bilhões de reais para a ciência e tecnologia.

O anúncio foi feito pelo secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Inácio Arruda, e pelo presidente da Funcap, Tarcísio Pequeno, durante a reunião de planejamento do Sistema Secitece (Funcap, Nutec, Centec, Uece, UVA e Urca), no auditório da Casa José de Alencar, na manhã do dia 12 de janeiro.

“Depois da criação da Funcap e da Secitece no inicio da década de 90, esta é a mais importante notícia para comunidade científica e terá forte repercussão no projeto Ceará 2050″, ressaltou Inácio Arruda. “Investimento de qualidade para acelerar nosso desenvolvimento”.

Na ocasião, o presidente da Funcap anunciou ainda, a criação do programa Cientista/Chefe e a instalação de um laboratório de análise de dados, visando a avaliação dos impactos às políticas públicas. “Nos baseamos na estratégia de fornecer CT&I como insumo fundamental para os problemas do Estado”, disse Tarcísio Pequeno.

Vitória do setor de CT&I
O secretário Inácio Arruda abriu a reunião de planejamento falando sobre o papel da ciência e tecnologia como política de governo. Apesar das dificuldades do País, com corte de recursos em setores estratégicos, como gás, petróleo, energia, e no setor social, como no programa Bolsa Família, o Sistema Secitece conseguiu manter e ampliar os programas de inovação e tecnologia previstos para 2017.

“Uma vitoria significativa”, afirmou o secretário, destacando algumas iniciativas como a restauração dos CVTs e Fatecs, mudança no papel do Nutec e Centec, Plano Estadual de CT&I, a Feira do Conhecimento, interiorização das universidades estaduais, Universidade do Trabalho Digital e o Criarce Fablab&Incubaworking, um ambiente de fomento para startups que vai estimular o ecossistema de inovação do Ceará. “A Secitece é um instrumento de Estado, que contribui com todas as outras secretarias”, afirmou.

Durante a reunião de planejamento, a Uece, Urca e Uva apresentaram pontos estratégicos para o fortalecimento das atividades de produção de conhecimento no universo acadêmico. Destaque para a característica popular das IES estaduais e para a nova lei de cotas que, em 2018, ampliará, significativamente, a presença de alunos oriundos das escolas públicas nas universidades estaduais. Medida de grande impacto social que necessita da atenção do governo do Ceará.

O presidente da Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará – Nutec, Francisco Magalhães, falou sobre a importância do órgão para o desenvolvimento da pesquisa cearense, destacando que, nessa administração, houve uma recuperação da capacidade instalada, com melhorias na infraestrutura de TI. Prestes a completar 40 anos, “o Nutec experimenta uma repaginação completa”, disse Magalhães, lembrando os mais de 600 clientes do setor produtivo, mais de 10 projetos em andamento, os novos bolsistas, as muitas parcerias, entre elas com a Fiocruz, o ônibus elétrico e a realização de concurso público, que deverá sair ainda este ano.

O diretor-presidente do Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), o engenheiro agrônomo Silas Barros de Alencar, agradeceu o secretário Inácio Arruda pelos esforços em tornar a instituição cada vez mais forte, articulando parcerias como a realizada com a Universidade do Trabalho Digital (UTD), que leva conhecimento tecnológico, gratuitamente, para a população de Fortaleza. Também destacou a atuação do Centec no interior do Estado que, através dos CVTs e CVTECs, atua na capacitação técnica de jovens que não estão nas universidades.

Em 2017 foi realizada a recuperação física e tecnológica dos CVTs e Fatecs. Para 2018, a meta é aumentar a oferta de cursos, ampliar o apoio aos polos da Universidade Aberta do Brasil – UAB (36 polos) e transformar os CVTs em centros de inovação tecnológica.

A reunião foi encerrada com a coordenadora da Universidade do Trabalho Digital – UTD, Jamaci Oliveira, informando que o objetivo é formar 1500 alunos até julho de 2018, em 65 turmas dos cursos de formação profissional na área de TIC, com alunos na faixa etária de 16 a 70 anos.

Fonte: Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará.

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