| Em 01/07/2025

FGV promove workshop sobre parcerias internacionais equitativas no 68º Fórum Nacional CONFAP

Workshop conta com financiamento da British Academy e apoio do CONFAP (Fotos: Kennedy Barros/ Divulgação CONFAP)

Como ampliar a contribuição de pesquisadores brasileiros para o avanço da ciência global? Essa foi a pergunta central do workshop “Fortalecendo Parcerias Equitativas de Longo Prazo para Ampliar Cooperações Internacionais”, realizado no dia 1º de julho, em São Paulo, no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com financiamento da British Academy e apoio do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), o evento reuniu pesquisadores, representantes de agências de fomento nacionais e internacionais e representantes dos Escritórios de Desenvolvimento de Pesquisa e Inovação. O objetivo foi discutir estratégias para fortalecer a presença brasileira em colaborações científicas globais e promover parcerias mais justas e sustentáveis.

O workshop é fruto da aprovação de um edital da British Academy, conquistado pela diretora de Pesquisa e Inovação da FGV, Goret Paulo, em parceria com a diretora de Cooperação Internacional do CONFAP e coordenadora do Projeto Internacional de CT&I na Fundação Araucária, Maria Zaira Turchi.

Maria Zaira Turchi, diretora de Cooperação Internacional do CONFAP.

Durante a abertura, Maria Zaira Turchi explicou o conceito de parcerias equitativas: “Esse conceito refere-se a ênfase no benefício mútuo, na governança compartilhada, no respeito às diferenças locais de cada parceiro e na construção de relações baseadas na confiança. Ou seja, uma parceria equitativa ocorre quando há participação e valorização mútua em todas as etapas do processo.”

Ela destacou ainda que esse tema será transversal ao longo de todo o 68º Fórum CONFAP:

“Como promover colaborações mais justas? Como garantir inclusão em diferentes regiões do Brasil? Acreditamos que, com a força das FAPs, das agências federais e de instituições como a FGV, podemos tornar o Brasil mais competitivo em chamadas internacionais.”

Para Goret Paulo, o fortalecimento dessas parcerias é essencial para o avanço da ciência brasileira:

“A ciência hoje se desenvolve em rede, de forma global, e por meio de parcerias equitativas.”

Goret Paulo, diretora de Pesquisa e Inovação da FGV.

O presidente do CONFAP, Márcio Araújo Pereira, também reforçou a importância da internacionalização:

“A participação do Brasil em redes colaborativas ainda é limitada. Podemos avançar muito mais com base na competência dos nossos pesquisadores e na nossa capacidade técnica.”

Ele anunciou ainda uma nova parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que será formalizada durante o Fórum CONFAP, com foco na ampliação da cooperação internacional.

Márcio Araújo Pereira, presidente do CONFAP.

O Workshop contou com os painéis: O que financiadores e parceiros internacionais buscam? Oportunidades, Forças e Desafios para Instituições Brasileiras na Colaboração Global; e Mitigando Desafios e Potencializando Forças: O Papel dos Escritórios de Apoio à Pesquisa (RDOs) nas Parcerias Equitativas.

É possível conferir a gravação completa do evento que está disponível nos links: Parte 1 e Parte 2.

As próximas edições da série de workshops FGV–British Academy acontecerão em Curitiba (PR) e Salvador (BA). Embora os eventos sejam restritos a convidados, os principais resultados dos debates serão divulgados posteriormente nos canais oficiais da FGV.

Para mais informações, acesse o site da Rede de Pesquisa e Inovação da FGV e acompanhe o perfil no LinkedIn.

Acessse a cobertura completa do 68º Fórum Nacional CONFAP aqui.

Fonte: Rede de Pesquisa FGV (Por: José Victor Sales/ Ascom FGV)

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