| Em 13/06/2019

Fapespa e Sectet apostam na inovação e lançam Projeto Cinturão Verde

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF-2008), só na cidade de Belém o consumo de produtos hortifrúti representam um percentual de 17,5% da cesta de alimentos da população da capital, sendo a aquisição destes produtos divididos em 15% de raízes/tubérculos e derivados, 2% sucos e frutas e, verduras e legumes representando apenas 0,5%.

As Centrais de Abastecimento do Estado do Pará (Ceasa-PA) informam que em 2017 a Ceasa-PA, em relação à atividade hortifrúti, movimentou um montante de R$ 573 milhões em valor comercializado com a Região Metropolitana de Belém (RMB) e regiões, representando um incremento de apenas 1% no volume comercializado e uma retração de -11,4% em relação a 2016.

Diante deste quadro de retração e com objetivo de fortalecer a produção agrícola de frutas e hortaliças da RMB, a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) em conjunto com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) lançam o Projeto Cinturão Verde e pretende através dele estimular os produtores locais a melhorarem a qualidade de seus produtos e aumentar sua produção e como resultado garantir o abastecimento do mercado local.

O projeto consiste na aplicação do conhecimento da Educação Profissional e Técnica (EPT), voltada para o empreendedorismo, e Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) com a finalidade de fortalecer a produção agrícola de frutas e hortaliças da Região Metropolitana de Belém, a economia paraense, o abastecimento do mercado local e a diminuição dos impactos ambientais.

A iniciativa pretende capacitar agentes envolvidos na produção de hortifrúti da RMB a partir da oferta de cursos profissionalizantes, assim como a oferta de graduação em Agronomia a esses agentes. O projeto tem em seus objetivos a implantação do “Laboratório de Mudas e Sementes da RMB”, com distribuição gratuita de mudas e sementes aos produtores rurais e, a implantação da “Usina de Compostagem de Lixo da RMB” que tem por escopo o fornecimento de adubo orgânico para a produção de hortifrúti da RMB e à geração de renda aos envolvidos no processo.

Portanto, além dos impactos positivos em relação à produção de frutas e hortaliças e por consequência um melhor abastecimento do mercado local, o projeto visa garantir uma melhoria na qualidade dos produtos oferecidos à população, com produtos mais frescos e mais baratos, e ainda tendo impactos positivos no espectro socioambiental.

Fonte: Comunicação Fapespa.

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