| Em 10/04/2019

Fapesc apoia pesquisa sobre química aplicada ao patrimônio cultural

Como a química pode contribuir com a arte? Muito além de entrar na composição de tintas, essa disciplina científica gerou uma nova abordagem para a conservação e restauração de bens culturais, por meio de um estudo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). O reconhecimento do mérito da pesquisa veio com a publicação de um artigo derivado dela na revista Microchemical Journal da Editora Elsevier, disponível no link https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0026265X1831868X?via%3Dihub

Publicado em inglês, o artigo “An original molecular approach to the use of clay minerals in the formulation of oil-based dyes and their sensitivity toward polar solvents – A case study” resultou do projeto intitulado Química aplicada ao patrimônio cultural: análise dos materiais constituintes de pinturas do século XIX. A pesquisa revelou um inédito mecanismo de sensibilidade de pinturas históricas a base de óleo em solventes como água, por exemplo. Seus resultados auxiliarão conservadores e restauradores de bens culturais no entendimento do envelhecimento destas obras, assim como nos procedimentos de salvaguarda de pinturas, esculturas e outras obras que possuem a mesma “patologia” relatada no trabalho.

A pintura em que foi identificada a tal sensibilidade é conhecida como Sagrada Família, e data do século XIX. Ela está em processo de restauro no Ateliê de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis da Fundação Catarinense de Cultura. Pesquisadores da FCC e da Universidade Federal de Santa Catarina desenvolveram a pesquisa, graças a duas bolsas concedidas, pela Fapesc, a Beatriz Feliz Pimenta da Silva e a Lucas Palma Mattos. O coordenador do projeto foi o químico e pesquisador Thiago Guimarães Costa.

“É mais um exemplo de como o entendimento dos fenômenos químicos que ocorrem em materiais utilizados em bens culturais pode auxiliar na sua melhor conservação”, diz o Prof. Thiago Guimarães Costa, Doutor em Química Inorgânica pela UFSC.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação da Fapesc.

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