| Em 24/04/2016

Estudo verifica consumo de cálcio na prevenção de pré-eclâmpsia em grávidas

Para prevenir as convulsões conhecidas como eclâmpsias durante a gravidez, que podem ser fatais para as gestantes e bebês, a médica Celsa da Silva Moura Souza, está desenvolvendo um projeto de pesquisa com apoio do governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para verificar se o baixo consumo de cálcio pelas gestantes durante o pré-natal auxilia na prevenção da pré-eclâmpsia, condição que favorece a ocorrência das convulsões.

Segundo a pesquisadora, o Ministério da Saúde divulgou, em 2015, que a hipertensão é responsável por 13,8% das mortes maternas no Brasil, sendo a principal causa de morte durante a gravidez no país.

“É quando a mulher grávida tem pressão arterial elevada. Outras complicações excesso de proteína na urina e  edema. Essas alterações podem ocorrer a qualquer momento após a 20ª semana de gravidez podendo desaparecer até 12ª semana pós-parto.  A pré-eclâmpsia pode ser identificada, no primeiro momento, pelos sintomas devendo ser confirmada pelo profissional de saúde da UBS com o exame de teste rápido por meio da fita que verifica se existe a presença de proteinúria na urina da paciente”, disse a doutora.

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De acordo com ela, o estudo pretende apresentar uma alternativa para diminuição dos índices divulgados pelo Ministério da Saúde em relação aos óbitos maternos.

A pesquisadora utilizada o ensaio clínico randomizado e conta com a participação de 1.020 mulheres grávidas. Segundo a Celsa Moura, um grupo utiliza a suplementação de cálcio e outro grupo realiza pratica educativa para melhorar a alimentação. “Alguns fatores que contribuem com o  aumento da pressão, excesso de peso é a alimentação inadequada”, disse Celsa Moura.

 

Gestantes aprovam projeto

Ainda em andamento, o projeto já contribui com novas propostas de práticas educativas a ponto das gestantes relatarem o quanto é importante essa troca de experiência nos grupo de grávidas, criado para promover a interação entre as pacientes e profissionais da saúde.

“Hoje existe unidades básicas, por exemplo, a Balbina Mestrinho e a Maria Leonor Brilhante, onde o grupo de grávidas é participativo. As atividades ocorrem mensalmente. Isso cria rotina que a gravida aumenta a vinda ao pré-natal, além de algumas trazerem os parceiros para participar do pré-natal. A grávida conhece as transformações, os sintomas da pré-eclâmpsia e o quanto é importante o retorno dela após o parto na maternidade”, disse a pesquisadora.

Capacitação

O projeto de pesquisa conta com aporte financeiro do governo do Estado via Fapeam por meio do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS). Além do apoio para compra de suplementos, o estudo tem contribuído para o treinamento de profissionais da Saúde.

Em novembro do ano passado, 325 profissionais da Saúde participaram de um Fórum que tratou do tema. O evento foi realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e contou com a colaboração dos pesquisadores e da Secretaria de Estado da Saúde (Susam).

“Os bolsistas do projeto promoveram um treinamento no dia do fórum de mortalidade materna aos funcionários, médicos e enfermeiros  das Secretarias de saúde do governo e município que atuam com as novas propostas da rede cegonha.  O evento contou com a participação da nossa consultora externa, Ana Pilar, médica, obstetra que atua na reprodução humana da Organização Mundial de Saúde (OMS)”, disse a pesquisadora.

 

Fonte: Agência Fapeam

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