| Em 08/12/2015

Estudantes criam miniestação para tratamento de esgoto

Com intuito diminuir os impactos ambientais nos igarapés e sensibilizar a sociedade amazonense sobre o tema, estudantes da Escola Municipal Professora  Eliana Lúcia Monteiro Silva, localizada no bairro Compensa, em Manaus, construíram uma miniestação de tratamento de esgoto.

A miniestação é resultado de um projeto de pesquisa no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE) do governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A miniestação, construída com paletes e material reciclado, foi apresentada durante a 12ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), realizada no período de 23 a 25 de novembro deste ano, pelo governo do Estado, no Centro de Convenções Vasco Vasques.

[cml_media_alt id='6621']miniestação_pce[/cml_media_alt]

A base da miniestação de tratamento de esgoto, que poderá ser usada para tratar esgoto urbano e doméstico, foi construída com madeiras reutilizadas (paletes), baldes e garrafões de água. O projeto de pesquisa contou com a participação de cinco alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), do turno noturno, da escola.

A coordenadora do estudo, professora Arianne Pantoja, disse que a ideia de realizar o projeto de pesquisa teve início em 2014. Nas aulas de Ciências, os alunos discutiram sobre a poluição do igarapé do Franco, que fica em frente à escola, na Travessa Tiradentes, na Compensa.

“Mesmo com poucos recursos, eles (alunos) pensaram em algo que pudesse evitar ou diminuir a poluição do igarapé e montaram um projeto de pesquisa com base em estudos para apresentar na feira de ciências da escola. Depois disso, fomos contemplados no PCE e o recurso nos ajudou a consolidar nossos estudos. Estamos em fase de conclusão de artigo científico e apresentando a miniestação onde somos convidados”, disse a professora.

Segundo o estudante Iago Rodrigues, 17 anos, o projeto prevê a construção de tubos que ficarão enterrados e por onde passarão os dejetos para os tanques e tratamento. A cada etapa será feita uma filtragem do esgoto até que os dejetos sejam lançados no igarapé com menor quantidade de insumos poluentes.

“O último estágio será o tanque de areação, habitado por uma rica fauna de bactérias, considerado o coração da estação de tratamento esgoto. Serão injetadas microbolhas de ar no tanque, as bactérias vão respirar, vão se reproduzir e vão comer o restante da matéria orgânica. Depois disso, essa água vai para o rio com uma menor quantidade de impacto ambiental. Cerca de 90% do esgoto bruto que foi tratado vai ser jogado rio com menor quantidade de poluição”, explicou o aluno.

[cml_media_alt id='6622']agua[/cml_media_alt]

A proposta do projeto de pesquisa, segundo o estudante, é mostrar para a população que é possível construir estações de tratamento de esgoto em Manaus e, com isso, contribuir com preservação do meio ambiente.

“Construindo as estações teremos menos poluição nos rios, na natureza, na nossa cidade. Isso vai beneficiar a população e a natureza. O projeto de pesquisa nos deixou mais conscientes a respeito da preservação do meio ambiente e de que precisamos colaborar e não jogar lixo nas ruas”, disse Rodrigues.

Para o estudante Leandro Fernandes, 16 anos, a construção da miniestação de tratamento de esgoto também contribuiu para o desenvolvimento da criatividade do grupo.

“Como participei ano passado, fiz questão de continuar neste ano, mas como voluntário. O projeto de pesquisa despertou a nossa criatividade. Quis participar para ajudar a mostrar a importância do projeto de miniestação de esgoto na diminuição dos impactos ambientais”, disse Leandro Fernandes.

Sobre a SNCT

A Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT) é um evento científico anual do Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), realizado em todo o território nacional. A escolha do tema para a edição deste ano da SNCT – “Luz, Ciência e Vida” – é orientada por decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que proclamou 2015 como o Ano Internacional da Luz. O objetivo é celebrar a luz como matéria da ciência e do desenvolvimento tecnológico.

No Amazonas, o evento conta com a parceria de uma rede de instituições de pesquisa e ensino, como a Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc); e Secretaria de Estado da Cultura. Também participam o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), Instituto Federal do Amazonas (Ifam) Sebrae e Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Fonte: Agência FAPEAM

Leia também

Em 06/10/2026

Fapepi vai investir mais de R$ 3 milhões em startups piauienses através do Programa Centelha 3

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), empenhada em estimular o empreendedorismo e à inovação no território piauiense, teve orçamento de R$ 3.008.000,00 (três milhões e oito mil reais) aprovado para investir na terceira edição do Programa Centelha. A iniciativa, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela […]

Em 05/10/2026

O que os movimentos do corpo podem revelar sobre os níveis de ansiedade?

Vida corrida, pressão diária e incertezas fazem parte da rotina de muitas pessoas. Mas será que os movimentos do nosso corpo, registrados por um smartwatch, podem ajudar a identificar diferentes níveis de ansiedade? Foi justamente essa pergunta que levou pesquisadores do Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense (UFF) a investigar se técnicas de Inteligência […]

Em 02/10/2026

Nova ferramenta de IA prevê rota e intensidade de tempestades em curtíssimo prazo

Saber com exatidão a rota de uma tempestade e a intensidade da chuva para os próximos 30 minutos deixou de ser um desafio que exige supercomputadores. Uma nova ferramenta – desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP) e denominada TITAN-LSTM – une dados de radares meteorológicos e inteligência artificial para realizar previsões de curtíssimo prazo, […]

Em 30/09/2026

Aplicativo gratuito auxilia portadores do espectro autista nas tarefas diárias

Tudo começou durante uma conversa com um sobrinho de 5 anos, que cuida de um tamagotchi. Para quem não lembra, o tamagotchi é uma espécie de pet digital, um famoso bichinho virtual que virou uma febre mundial nos anos 90. Usado por quem não pode (ou não quer) ter um pet de verdade, também exige […]